A Intel anunciou hoje, enfim, a terceira geração da linha de processadores Core i, codinome Ivy Bridge. Prometendo desempenho em média 37% superior aos da geração passada (Sandy Bridge) e com uma nova e robusta placa de vídeo integrada, a HD 4000, a CPU traz recursos inovadores, mas ainda faltou à empresa mostrar as versões para ultrabooks.

No total a Intel revelou apenas os modelos quad-core e nenhum super otimizado para baixo consumo energético (ULV) e/ou dual core — esses ficaram para o final do outono. As versões anunciadas hoje foram:

  • Para desktops: Core i7-3770K (3,5 GHz), Core i7-3770 (3,4 GHz), Core i5-3570K (3,4 GHz), Core i5-3550 (3,3 GHz), Core i5-3450 (3,1 GHz), Core i7-3770T (2,5 GHz), Core i7-3770S (3,1 GHz), Core i5-3550S (3,0 GHz) e Core i5-3450S (2,8 GHz);
  • Para notebooks: Core i7-3920XM (2,9 GHz), Core i7-3820QM (2,7 GHz), Core i7-3720QM (2,6 GHz), Core i7-3615QM (2,3 GHz), Core i7-3610QM (2,3 GHz) e Core i7-3612QM (2,1 GHz).

A forma mais fácil de reconhecer um Ivy Bridge é pelo número do modelo: começou com 3, como no topo de linha Core i7 3770K, muito provavelmente é um (existem alguns Sandy Bridge-E que também começam com 3, porém). A principal diferença nesse caminhão de processadores está no desempenho mesmo; por ora a Intel não anunciou nenhum ULV ou destinado especificamente para ultrabooks.

Os ganhos, em média, são de 37% em relação ao Sandy Bridge — ao menos, é o que a Intel diz. A maior vantagem do Ivy Bridge sobre o Sandy Bridge deve ser mesmo a placa integrada. Mas atenção: há duas, a HD 4000 e a HD 2500, essa bem fraquinha. A HD 4000, por outro lado, chega a ser duas vezes mais rápida que a HD 3000 do Sandy Bridge. Ambas fazem uns truques bacanas, como suporte a até três monitores, Quick Sync Video 2.0 (para agilizar brutalmente a decodificação de vídeo) e suporte a DirectX 11.

As novas CPUs Ivy Bridge são as primeiras do mundo a serem feitas com o uso de transístores 3D Tri-gate, técnica que triplica a passagem de dados pelos transístores permitindo assim a manutenção da Lei de Moore. Além do ganho em desempenho, espera-se que essa nova geração reduza o consumo energético. A Intel promete gasto 20% menor.

Para quem trabalha com um Sandy Bridge, o upgrade não é lá tão interessante, embora a notícia de que o socket continue sendo o LGA-1155 possa servir de incentivo. De qualquer forma, o novo chipset Panther Point talvez justifique a atualização também da placa-mãe, já que traz suporte a USB 3.0, Thunderbolt e PCI-e 3.0, sem falar que todas elas darão suporte às integradas da Intel (no Sandy Bridge, dependendo da combinação CPU+MoBo você era obrigado a ter uma placa de vídeo discreta). Se o seu Core 2 Duo estiver pedindo água, porém, é uma pedida mais do que boa.

A Intel prevê o lançamento de 300 notebooks diferentes com Ivy Bridge e 270 desktops (torres e all-in-one) ao longo do ano. Fica apenas a curiosidade sobre como serão e quando de fato chegarão as versões para ultrabooks (e, provavelmente, os novos MacBook).  [Intel (PDF)Gizmodo US, The Verge]