Sua conexão não fica aberta para qualquer um usar: só você tem acesso a ela, e a conexão é criptografada com WPA2 AES e através de tunelamento por VPN. No entanto, as antenas que você instala transmitem internet para os outros clientes da netBlazr também, sem interferir na sua conexão. Ou seja, os próprios usuários constroem a rede de internet.

A qualidade do serviço depende do sinal vindo de outros clientes que usam netBlazr: uma distância de quarteirões pode significar praticamente nenhum sinal. Como diz o CEO da netBlazr, quanto mais clientes trocando sinais, mais robusta e rápida fica a rede.

Estas redes comunais só dão certo quando chegam a uma massa crítica de membros que cooperam para realizar a cobertura de uma área. A netBlazr atende apenas no centro de Boston (EUA), e o foco inicial são empresas, mas a lista de espera do serviço inclui empresas em toda parte dos EUA, e a netBlazr espera se expandir para consumidores com o tempo.

Mas como a netBlazr ganha dinheiro, se o equipamento não é caro e a internet é de graça? É que eles também oferecem internet mais rápida de 50Mbps down/up por US$60 mensais, além de links dedicados. Os serviços são muito baratos, mas a ideia é usá-los apenas como complemento para a rede da empresa, ao lado de uma operadora maior.

Esta ideia funcionaria no Brasil, para cobrir áreas onde grandes operadoras não têm interesse em atuar? Provavelmente não. Nos EUA, compartilhar sua conexão via Wi-Fi é proibido pelas operadoras; mas como a netBlazr oferece a própria internet, dá pra burlar essa proibição. No Brasil, a história é outra: é a Anatel que proíbe o compartilhamento de internet, o que “caracteriza oferta clandestina de serviços de telecomunicações”, um crime federal. Pena. [netBlazr via Stop the Cap via GigaOM]