Quando se trata de segurança aérea nacional, Israel não está para brincadeira; o país tem não um mas quatro níveis diferentes de “defesas ativas” diferentes. E com a introdução do novo sistema Feixe de Ferro, agora Israel tem cinco maneiras diferentes de derrubar projéteis que estejam em direção ao país.

A Redoma de Ferro de curto alcance está sendo complementadas com baterias de médio-a-longo-alcance Sling (para uso contra foguetes e mísseis de cruzeiro), e outro míssil balístico interceptador Arrow II de longo alcance. E o país em breve terá o sistema exoatmosférico Arrow III também. Mas enquanto o Arrow III vai cuidar de mísseis balísticos intercontinentais antes deles se tornarem uma ameaça, Israel provavelmente vai sofrer ataques de curta distância de foguetes e lança-granadas-foguete. Isso devido ao fato das fronteiras do país serem bastante disputadas em uma região extremamente tensa do planeta. E é aí que o Feixe de Ferro entra em ação.

O Feixe de Ferro, desenvolvido pela estatal Rafael Defense Systems, é bem parecido em design com o sistema HEL-MD, dos Estados Unidos – nada surpreendente considerando quão próximos são os países em desenvolvimento militar – e foi desenvolvido para lidar com ameaças que venham pelo ar em altitudes baixas demais para a Redoma de Ferro (que já tem uma incrível taxa de 80% de acerto). E, como o HEL-MD, o Feixe de Ferro vai usar um laser em estado sólido para superaquecer foguetes recebidos, artilharia, morteiros e mais em distâncias de até 7,2km.

A Rafael planeja anunciar formalmente o sistema na Airshow em Cingapura, no mês que vem.

“O componente de energia direcionada conhecido como ‘Feixe de Ferro’ usa um interceptador laser de estado sólido projetado para atacar alvos a curta distância, abaixo dos níveis onde nós atualmente usamos a Redoma de Ferro”, explicou Joseph Horowitz, diretor de marketing e desenvolvimento de negócios da Rafael, ao Defense-Update. “Como um sistema de armas, o Feixe de Ferro foi projetado para ter dano colateral mínimo, impacto ambiental mínimo, e nenhum risco a tráfego aéreo aliado  ao redor do alvo atacado.”

Não há informações sobre quando e onde o novo sistema será implantado. [Defense-Update – NBC News – Israel Defense]