A missão Juno da NASA pode ter se atrasado um pouco na programação inicial, mas isso não impediu que artistas e astrônomos amadores começassem a explorar os dados recebidos até agora. A câmera da nave espacial que tem orbitado Júpiter acabou de enviar a segunda leva de imagens em close – e nos últimos dias, tem bastante gente processando essas fotos e criando trabalhos artísticos impressionantes.

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No domingo, a Juno atingiu o ponto mais próximo da órbita elíptica de 53,4 dias, pela terceira vez desde que chegou à Júpiter em julho. Enquanto os instrumentos científicos da sonda coletavam dados sobre o interior do planeta e de seu campo magnético, a JunoCam estava ocupada tirando fotos de ciclones e estranhas manchas escuras, pontos escolhidos pelo público por meio de votação num portal online.

Esse é o projeto de ciência cidadã mais ambicioso que a NASA já liberou, de acordo com Candice Hansen do Instituto de Ciência Planetária, que está liderando a equipe da JunoCam. “Inicialmente, nós pensamos em executar o experimento de imagens [da Juno] como se estivéssemos em um aquário – onde faríamos tudo na web e qualquer pessoa poderia ver”, disse Hansen ao Gizmodo. “Depois, isso evoluiu para algo mais participativo, que é o que temos agora”.

Existem algumas maneiras diferentes que o público pode se envolver com a JunoCam. Astrônomos amadores podem tirar fotos de Júpiter e fazer o upload para a seção de “planejamento” do site do projeto. Essas imagens são utilizadas para criar um mapa sempre atualizado das nuvens de Júpiter, que serve como base para identificar e discutir elementos interessantes no planeta.

Então, enquanto Juno se aproxima da próxima periápside, interessados podem votar quais elementos a câmera deve ter como objetivo. Depois dos alvos serem selecionados e depois de completar o voo, as imagens cruas capturadas pelos filtros vermelho, verde, azul e metano da JunoCam são enviados para o site, onde podem ser baixados e processador por qualquer pessoa.

Durante a periápside mais recente, no dia 11 de dezembro, a JunoCam focou nas “pérolas” de Júpiter – aquela série de tempestades gigantes e com formato oval que aparece no hemisfério sul do planeta –, no “estranho ponto escuro” que também aparece no hemisfério sul e um ponto no hemisfério norte que parece um pouco com uma insígnia da Frota Estelar se você se esforçar a imaginação.

Pessoas de todo o mundo já baixaram as imagens e começaram a usar o Photoshop para brincar com as fotos.

Alguns participantes estão criando coisas valiosas para a equipe da missão, incluindo anotações de alta qualidade do sistema tempestuoso e instável do clima de Júpiter. Hensen espera que isso continue conforme a missão avança.

“A câmera está na sonda Juno para dar apoio, mas não há motivos pelos quais não possamos usá-la para aprender mais sobre Júpiter olhando para as fotos”, disse ela. “Nossa visão, agora, é que todas as coisas que uma equipe de imagens poderia fazer numa mesa de uma conferência, pode ser feita pela web”.




A missão Juno da NASA pode ter se atrasado um pouco na programação inicial, mas isso não impediu que artistas e astrônomos amadores começassem a explorar os dados recebidos até agora. A câmera da nave espacial que tem orbitado Júpiter acabou de enviar a segunda leva de imagens em close – e nos últimos dias, tem bastante gente processando essas fotos e criando trabalhos artísticos impressionantes. Saiba mais aqui.