Kim Dotcom pode ser muitas coisas – playboy internacional, colecionador de carros, conquistador das mulheres – mas pelo menos para Dotcom, ele não é pirata. Em sua visão de mundo, ele é apenas um homem que oferecia uma solução de armazenamento online.

Solto sob fiança na semana passada, Dotcom não perdeu tempo em falar com a imprensa. Ele gosta de brincar com as palavras, pelo que ele falou ao Guardian: Dotcom comparou os próprios problemas com a Guerra do Iraque.

É como a arma de destruição em massa no Iraque, sabe? Se quiserem caçar alguém e tiverem um objetivo político, vão dizer o que for necessário.

Mas nem tudo é assim. Dotcom consegue ser até filosófico, mesmo que veja só um lado da questão. Ao Guardian, ele disse:

De onde vem a pirataria? A pirataria vem, você sabe, das pessoas, digamos, na Europa que não têm acesso aos filmes ao mesmo tempo em que eles são lançados nos EUA.

Se o modelo de negócios fosse um onde todo mundo tem acesso a esse conteúdo ao mesmo tempo, sabe, você não teria um problema de pirataria. Então isto é realmente, na minha opinião, o governo dos EUA protegendo um negócio monopolista e ultrapassado que não funciona na era da internet, e é a isso que tudo se resume.

Não sou rei da pirataria, eu oferecia armazenamento online e banda para usuários, é isso.

O caso é mais complicado que isso, né Kim. Mas, agora em liberdade condicional, ele planeja “um futuro seguro para [seus] filhos”. O próximo passo no caso Megaupload é a audiência de extradição de Dotcom, agendada para agosto em Auckland (Nova Zelândia). [The Guardian]