Hoje, a Barnes & Noble derrubou o preço de seu e-Reader, o Nook, para 150 dólares, adicionando de brinde Wi-Fi. A resposta da Amazon veio rápido: ela acaba de anunciar que o Kindle custa, a partir de agora, 190 dólares. E essa guerra, que em parte é só americana, diminui também o preço do aparelho no Brasil. O que não quer dizer que ele agora ficou barato, certo?

O preço pode ainda não ser dos mais aceitáveis e é mais caro do que o concorrente, mas como o Kindle já tem um bom mercado nos EUA, além de ser realmente um aparelho bem completinho para quem só quer ler livros, o corte é bem-vindo. Até porque ele custava 260 dólares, preço salgado até para os americanos.

Por aqui, o preço do aparelho caiu um pouco. Mas não o suficiente para gritarmos por aí que agora ele vai tornar-se popular no Brasil (aliás, alguém conhece mais de uma pessoa que tenham o Kindle?). O aparelho, que custava cerca de 1000 reais, agora sai por 720 reais – com a cotação de hoje do dólar. O preço continua bem proibitivo, mas pelo menos sai da casa dos quatro dígitos. Para quem não está entendendo a conta de U$ 190 x R$ 1,77= R$ 720…  Como sempre, o valor do aparelho dobra por causa dos impostos. O Kindle em si custa 209,98 dólares (inclusa a taxa de entrega), mas ele ganha 199,73 dólares de taxação. Aí não há bibliófilo tecnológico que se empolgue.

Além da briga entre os próprios e-Readers, é claro que eles estão se ajustando para o esperado e já atrasado boom dos tablets. Ok, só o iPad está no mercado, mas quantos possíveis compradores do Kindle a Apple não roubou no meio dos dois milhões de tablets vendidos?