O Firefox 3.6 Beta 1, como qualquer outro navegador, diz ser mais “rápido”. Nós pegamos o Firefox e todos os mais recentes navegadores, colocamos tudo no Windows 7 e rodamos com os nossos testes de velocidade medidos a mão para darmos uma podada na gabolice deles.

Nós já fizemos diversos destes testes e a metodologia continua sendo basicamente a mesma – medir quanto tempo leva para os navegadores se abrirem e carregarem páginas e quanto de memória é deglutida a partir da perspectiva do usuário. Nós não usamos programas extravagantes de benchmarking multiprotocolo, principalmente porque cada um deles está sujeito às preferências e erros de gravação dos desenvolvedores.

A inicialização dos navegadores é medida a partir do duplo clique no ícone até o carregamento completo de uma página inicial gravada localmente do Google. Este carregamento ou logo após uma reinicialização do sistema se chama “frio”; “quente” é quando o navegador já estava rodando antes. Cada navegador recebe uma lista com nove sites – um a mais que os oito dos testes anteriores – e é forçado a carregá-los todos ao mesmo tempo. Estes tempos são medidos com o aplicativo de cronômetro Rob Keir; cada medição é feita três vezes para tirar a média, com resultados muito fora da curva descartados, pois assumimos que há de ter dado algum pau no computador.

O teste de JavaScript é feito com o conjunto Dromaeo da Mozilla, que por si só já incorpora o conjunto de teste V8 do Google, o SunSpider da Apple e um bocado de testes JavaScript independentes. Nós inicialmente rodamos somente os testes JavaScript neste primeiro round, mas o Chrome beta recentemente lançado exibe toda a sua proeza com DOM scripting, ou a capacidade de usar jQuery e outros scriptings de web para alterar elementos de páginas imediatamente. Acrescentamos ao final as pontuações do teste DOM.

Os resultados de memória vêm do próprio Gerenciador de Tarefas do Windows. No caso de navegadores que usam múltiplos processos, tiramos um screenshot da tela de processos após o navegador ficar mais “assentado” e somamos todos os valores. No caso do Chrome, nós usamos o relatório about:memory, já que o Chrome/Chromium relata a sua memória um pouco diferentemente. A memória usada pela guia about:memory sozinha é subtraída da memória total relatada.

Por último, estes testes foram feitos com um Lenovo ThinkPad T61p, com 2GB de RM e um processador Centrino Duo de 2Ghz. Pela primeira vez desde que demos início a estes testes, eles também foram executados em uma cópia recém-instalada e totalmente atualizada da edição final do Windows 7 Home Premium em vez de uma cópia nova do Windows XP Professional. Se você quiser ver como estes navegadores se saíram no Windows 7 em relação ao XP, o nosso último teste de velocidade agrega os resultados de todos os navegadores, com os exatos mesmos testes, menos as medições específicas da memória do Chrome.

Tá, já chega de regras e normas – eis como os navegadores se saíram na nossa última rodada de medições ligeiramente obsessiva-compulsivas. Observação: clique em qualquer uma das imagens abaixo para vê-las expandidas e mais claramente.

Inicialização e carregamento de página – Vencedor: Google Chrome (desenvolvimento/beta)!
Na nossa última rodada, a 10ª edição final do Opera estava em vias de bater o release “estável” 2.0 do Chrome tanto no tempo frio quanto no quente, enquanto o Firefox 3.5 tentava o seu melhor. Ou a versão de desenvolvimento do Chrome fez enormes mudanças entre a 4.0.203 e a 4.0.223, ou se adaptou melhor ao Windows 7, ou o Chrome 2 ficou um pouco mais pesado, porque o Chrome Dev repetidamente inicializava mais rápido que o seu irmão estável. Enquanto isso, o Firefox 3.6 beta 1 tira suas declarações dos seus tempos mais rápidos de inicialização, estando pau a pau com a edição estável do Chrome, e o Opera continua sendo um navegador impressionantemente veloz.

Quando chegou à parte de carregar nove guias ao mesmo tempo – todas as páginas iniciais dos navegadores, mais Google.com, YouTube, Lifehacker e Gizmodo – o Firefox 3.6 beta 1 continua praticamente emparelhado com o release estável do Chrome, enquanto a versão de desenvolvimento do Chrome levou o troféu. Assim como no nosso último teste, o Internet Explorer 8 foi surpreendentemente mais rápido no carregamento de múltiplas paginas do que o Safari 4 ou o Opera e, verdade seja dita, mais rápido que o Firefox 3.5 e quase tão rápido quanto o Firefox 3.6 ou o Chrome 2. Ele já vem instalado e fica semi-rodando desde a inicialização, então é possível imaginar que ele tenha alguma vantagem inerente no release mais novo do Windows – mas, em compensação, veja quanto tempo ele demora para inicializar:

JavaScript – Vencedor: Google Chrome! (por enquanto)
Conforme mencionado acima, estamos planejando implementar os testes DOM/query-based neste teste para visualizarmos de forma mais completa como os navegadores manipulam o código e deslocam os elementos de página. No entanto, em um teste direto da proeza do JavaScript no conjunto de teste da Mozilla, as duas versões do Chrome ficam bem pra frente, Safari fica em segundo lugar e o resto está mais ou menos emparelhado (o Internet Explorer 8 se recusa a terminar o teste no Dromaeo, então deixamos de fora do diagrama).

É preciso fazer uma observação agora, assim como muitos desenvolvedores de navegadores o fizeram: testes de velocidade puros de JavaScript podem ser considerados semelhantes aos testes de potência em cavalos dos motores – eles não informam muito sobre o desempenho e podem ser devidamente ajustados aos motores de JavaScript de cada navegador.

Uso de memória – Vencedor: Firefox 3.6 beta 1!
O Firefox 3.6 beta 1 continua com a missão da Mozilla de reinar no uso da memória, tanto na inicialização quanto no carregamento de conteúdo, com uso ainda mais minguado que no 3.5. O Opera 10.01 foi um pouco mais magro que o Safari desta vez no Windows 7, e o Chrome, avaliado pelo seu próprio medidor de memória, ainda exige bastante da memória para conseguir tamanha velocidade. No entanto, se você está lidando com um laptop com 4GB de memória, isto talvez não faça muita diferença.

Dando nota aos resultados
Desta vez vamos tentar algo novo. Nós designaremos uma nota ao desempenho de cada navegador nas diversas categorias. Elas ainda se basearão em números, mas o valor atribuído a elas ainda é por nossa conta.

Considerando 7 navegadores competindo em cada teste, nós avaliaremos o desempenho de cada navegador em uma escala de 1 a 7, sendo 7 o melhor desempenho e 1 o pior possível, conferindo empates quando os resultados são suficientemente próximos a ponto de poderem ter sido afetados pelos reflexos de medição do editor. A pontuação de cada teste foi acrescentada para determinar a pontuação final para cada navegador. Eis como eles se saíram em cada teste aos nossos olhos:

Pontos (dos 28 possíveis)
•    Google Chrome 4.0.223.11: 23
•    Firefox 3.6 beta 1: 21
•    Google Chrome 2 (estável): 19
•    Firefox 3.5.4: 17
•    Safari 4.03: 17
•    Opera 10.01: 16
•    Internet Explorer 8.0.7600: 13


Resultados científicos e conclusivos? Nem tanto. Dito isto, estamos contentes em ver uma melhora mensurável no Firefox 3.6 beta 1 e estamos sempre ávidos por ver o que o Opera, o Chrome e o Safari têm inovado nos seus releases mais recentes. Quanto a você, Internet Explorer, continue acompanhando, beleza?