O comunicado do seriesbr, que dava links para download de seriados, informa que o backup dos mesmos foi inutilizado por "ataques" feitos nas últimas semanas pela APCM. Diz também que os responsáveis pela comunidade estão refazendo o site para colocá-lo no ar novamente. Leia a íntegra:

Durante 3 semanas, sofremos ataques contínuos da APCM (Associação Antipirataria Cinema e Musica), denunciando os links diretos das series, trabalhando constantemente para recuperar os links conseguimos restaurar boa parte dos links, com isso a APCM denunciou diretamente todos os protetores de links do site, e o que fez com que nosso backup fosse totalmente inutilizado e acarretando no fechamento do site pois não existiam mais links funcionais. Estamos refazendo todo o site e isto vai levar algum tempo. Agradecemos a compreensão de todos os usuários que fizeram do seriesbr um dos grandes sites sobre seriados do Brasil.

Existe um endereço alternativo fechado apenas para convidados, no Blogspot – o http://blogseriesbr.blogspot.com/ – e, claro, começam a pulular na web auto-convites de internautas interessados (ou desesperados). Na própria página de ajuda do Blogger já abriram um tópico sobre o assunto. Também é possível assinar o feed dos caras para descobrir quando o endereço original (www.seriesbr.org) vai voltar para o ar – o que deve levar um certo tempo ainda.

Esse tipo de ação da APCM costuma apenas deixar os internautas nervosos e levantar revoltas contra a associação. É bem diferente das incursões que ela faz para a apreensão de CDs e DVDs piratas. A discussão sobre possíveis diferenças entre quem usa a ilegalidade para ganhar a vida e o direito de fãs ainda vai dar muito pano para a manga até os dois lados – consumidores versus gravadoras e estúdios – se acostumarem definitivamente com a mídia online.

O fato é que não adianta muito. Basta ver a comunidade Discografias 2 que, no mesmo Orkut e em pouco mais de um mês, já angariou mais de 153 mil usuários, fazendo exatamente a mesma coisa que a Discografias fazia antes de ser removida por pressão da associação: distribuindo links de discos.

A APCM disse ao Gizmodo que a notificação foi feita ao provedor do serviço – no caso o Google – pelo departamento de internet da associação no dia primeiro de abril, e recebeu a confirmação de recebimento no dia 2.  Essa notificação, um pedido de retirada de conteúdo que viola a Lei de Direitos Autorais, é feita por meio de um ofício que explica ao provedor as atividades da APCM e que ela representa os detentores dos direitos daqueles conteúdos. A Assessoria de Imprensa do órgão também garantiu que não é feito nenhum tipo de ataque de qualquer forma – apenas o pedido para a retirada do ar.

Para a Folha Online, o Google Brasil explicou que o ofício da APCM deve ter sido encaminhado para o Google lá fora. A empresa explicou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o teor de pedidos assim (ou a forma como são notificados) é sigiloso.