Agora que o Bitcoin teve crescimento de mais de 1.200% no ano, parece que todo mundo quer entrar nessa de criptomoedas. E quando falamos todo mundo, isso também pode incluir governos. No caso, o presidente Nicolás Maduro anunciou neste domingo (3) que a Venezuela terá sua criptomoeda, o “Petro”, emitida pelo próprio país.

Segundo Maduro, o Petro terá respaldo nas reservas de diamante, gás, ouro e petróleo, da Venezuela. Seu maior diferencial em relação a outras criptomoedas será a emissão por parte do país, como mencionada acima, e o fato de que estará atrelada a bens físicos.

Maduro apresentou o Petro como uma alternativa para contornar o bloqueio financeiro imposto pelos Estados Unidos ao país sul-americano. Ele citou também o avanço em questão de soberania monetária e transação financeiras como motivos para a criação do Petro.

O G1 mostra que muitos venezuelanos já contam com criptomoedas, em especial o Bitcoin, como forma de proteger suas reservas da hiperinflação do país e para se precaver contra a falta de notas.

De que maneira os objetivos citados por Maduro serão alcançados, não sabemos, já que não foram revelados sequer detalhes de como e quando a criptomoeda começaria a circular.

A emissão de uma criptomoeda por um país, embora citado com destaque por Maduro, não é inédita. Desde 2015, o Equador, por exemplo, emite sua criptomoeda nacional, o Dinero Electrónico, como parte de uma reforma monetária no país. Por lá, isso significou a proibição do Bitcoin, por exemplo, embora o uso da mais popular criptomoeda continue crescendo no país.

Vejamos qual será o desenrolar da história na Venezuela, com suas particularidades sociais e econômicas. De qualquer forma, é no mínimo curioso que, em meio a tantos problemas, Maduro esteja pensando numa criptomoeda como solução econômica.

[G1]

Imagem do topo: Kremlin