Para geeks, o ideal máximo de prótese biônica é a mão mecânica que Luke Skywalker ganha em Star Wars: Episódio V. Pouco a pouco, estamos chegando lá: a mão de Dennis Aabo Sørensen permite que ele sinta tudo com os dedos.

Sørensen sofreu um acidente com fogos de artifício há nove anos, e precisou amputar a mão. Mas, usando uma prótese, ele ganhou de volta até mesmo a sensação de toque. Um estudo publicado na revista Science Translational Medicine explica os detalhes da mão biônica.

Através de eletrodos, a mão se conecta diretamente aos nervos do braço. E, na ponta dos dedos, há sensores de pressão bastante sensíveis, que estimulam os nervos do usuário. O resultado é a sensação de toque.

E Sørensen diz que o toque da mão biônica é muito semelhante ao de sua mão humana. A LiveScience explica:

Sørensen testou a mão em um estudo clínico que durou um mês, às vezes usando uma venda nos olhos e tampões de ouvido para confiar somente no tato ao usar a mão. Sørensen conseguiu controlar a força com que agarrava os objetos, além de sentir sua forma e rigidez. Ele conseguia notar a diferença entre objetos duros, médios e macios, e identificar a forma de objetos específicos, como uma garrafa cilíndrica ou uma bola de beisebol.

O engenheiro neural Silvestro Micera comandou a equipe de pesquisadores que criou a prótese, e diz que “sem dúvida é um grande passo na direção certa”.

A pegadinha é que o estudo se concentrou em uma só pessoa. Por isso, não dá para concluir que esta mão mecânica funcionará bem em uma escala maior. Além disso, é preciso testá-la em um período maior de tempo: Sørensen usou a mão biônica por trinta dias.

Ainda há muito trabalho a ser feito; felizmente, este não é o primeiro estudo nesse sentido. Pesquisadores da Case Western University (EUA), financiados pela DARPA, criaram um sistema que fornece sensação em cada dedo e devolve o tato a seu usuário. Ele faz isso se ligando aos nervos que ficaram intactos no braço – assim como o novo estudo.

Pelo visto, próteses que restituem a sensação de toque chegarão em breve – e isso será ótimo. [LiveScience e New Scientist]