Uma das primeiras reações ao devastador combo de terremoto e tsunami que aconteceu em março foi o Google Person Finder – um banco de dados de pessoas desaparecidas. Mas mesmo para o rei das buscas, não foi fácil. E o fato de que o Google ainda era desconhecido para muitos não ajudou.

O NYT descreve os incansáveis esforços da empresa para largar tudo e redirecionar os empregados japoneses para ajudar no desastre (de um jeito bem Google). O Google pediu para os usuários enviarem fotos de pessoas desaparecidas para o Picasa para ajudar a completar as listas, e logo eles ficaram completamente sobrecarregados. Milhares de fotos apareceram, excedendo a capacidade do Google de transcrevê-las – apesar do banco de dados eventualmente exceder o surpreendente número de 600 mil pessoas, ajudando a conectar amigos e família após o desastre.

Mas o esforço mostrou o quão distante o Google ainda está de alcançar o Yahoo no Japão. Muitos Japoneses são avessos à empresa devido a preocupações com a privacidade, e muitos simplesmente não sabiam o que era o Google. Pode parecer impossível, mas o Times cita uma frase de um empregado que teve que explicar tudo direitinho, desde o começo, quando estava tentando entrar em contato com o governo local: “Eu sou de uma empresa de internet chamada Google. Nós gostaríamos de sua cooperação.”

Não se sabe quanto do interesse do Google ao fazer essa base de dados foi empatia humanitária ou uma tentativa de aumentar sua fatia de mercado. Talvez uma mistura dos dois. [NYT]