É a morte do plasma: a Panasonic desistiu dessas TVs no ano passado, e agora é a vez da Samsung e (muito provavelmente) da LG. Em declaração oficial, a Samsung diz que o motivo é a “mudança nas demandas de mercado” – ou seja, ninguém mais está comprando essas TVs.

E fontes dizem à agência Yonhap que a LG também sairá do mercado de plasma, e já teria convertido uma das linhas de produção para fabricar baterias solares.

Em se tratando da Samsung, a surpresa não é grande. Em janeiro, um executivo disse à Cnet não achar que “a tecnologia tenha um futuro além de 2014 para a empresa”, pois seria difícil criar TVs de plasma com resolução 4K.

A última TV de plasma da Samsung é a F8500 (foto acima); o modelo de 64 polegadas foi lançado no Brasil há um ano por R$ 11.000. Hoje, ele custa cerca de R$ 5.500. Este ano, a empresa não anunciou nenhuma nova TV com esse display.

A LG agora é a última fabricante a apostar no plasma. Em janeiro, a empresa exibiu na CES quatro novos modelos (PN6900, PB6600, PB5600 e PB560B), disponíveis em 42/50/60 polegadas, nenhum com funcionalidades de Smart TV. Nenhuma dessas TVs foi lançada no Brasil.

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A morte do plasma é uma triste notícia: a tecnologia oferece melhor qualidade de imagem, cores pretas mais profundas e menos motion blur do que o LCD. Mas segundo a DisplaySearch, TVs LCD correspondem a mais de 90% do mercado global.

O que aconteceu? Bem, Samsung e LG ganharam na guerra do marketing, deixando a Panasonic (e o plasma) para trás. Isso moldou a percepção dos consumidores, convencidos de que essas TVs gastam muito mais energia (não é o caso), ou de que têm qualidade inferior de imagem.

Mas TVs de plasma também têm certas limitações: são mais pesadas que modelos LCD, não conseguem chegar a tamanhos maiores (70″ e além) sem pesar demais no bolso, e aparentemente não estão prontas para a onda do 4K. De um jeito ou de outro, é o fim da linha. [CNET]