Durante os nove anos que está entre nós, a velocidade e a simplicidade do Google Chrome convenceram a maioria de nós a fazer a troca a partir de qualquer navegador que estávamos usando antes (embora nem todo mundo seja fã do Chrome). Com uma nova revisão e certa simplificação, o Firefox espera recuperar parte dessa fatia de mercado.

A nova versão atualizada do navegador da Mozilla, com o nome fantasia Quantum – ou Firefox 57 –, saiu nesta semana, e ao mais alto nível, prometendo velocidade de navegação duas vezes mais rápida, tudo enquanto supostamente utiliza significativamente menos memória do que o Google Chrome. Temos testado a versão beta do Quantum já há alguns dias, e escolhemos algumas melhorias importantes que merecem destaque.

1) É mais rápido

Mozilla diz que o navegador é duas vezes mais rápido que as versões anteriores em geral. Imagem: Captura de tela

O Firefox Quantum parece rápido: as páginas geralmente carregam em um piscar de olhos, mesmo quando você tem um monte de abas abertas e está executando aplicativos interativos online, como mapas e clientes de email. Dos tempos de carregamento da página à capacidade de resposta que você vê ao digitar uma URL na barra de endereços, os aumentos de velocidade são aparentes.

Isso acontece graças ao novo motor de renderização de rede – também chamado Quantum –, substituindo o engine Gecko, no qual as versões anteriores do Firefox rodavam. Ele é otimizado para trabalhar melhor em hardwares mais recentes e, pela primeira vez, permite que o Firefox tire proveito dos múltiplos núcleos para dividir tarefas de processamento.

2) É mais bonito

A nova demão de tinta do Firefox é bem bonita. Imagem: Captura de tela

Além das melhorias de desempenho, o design do Firefox recebeu uma atualização com Quantum também: ele é mais limpo e mais moderno que o Firefox normal com o qual estávamos acostumados.

Ele finalmente se parece com um navegador de 2017. Caixas e ícones foram deixados mais claros, e as arestas, lixadas. O tema padrão oferece um bom contraste entre a aba ativa e todas as outras que você tem abertas, e você também terá alternativas claras e escuras com o próprio navegador.

A página Opções recebe uma ligeira melhoria também, embora pareça que a maior parte do brilho aqui já tenha sido adicionada nas versões anteriores do Firefox. As configurações são dispostas bem espaçadas, de forma minimalista e clara, e as extensões e a página de Temas seguem o mesmo estilo.

Não há tanta coisa que você possa fazer para mudar o estilo de um navegador — ele é basicamente uma janela para a web. Mas o Quantum acrescenta polimento e simplicidade.

3) É simplificado

Quantum fica fora do caminho para mostrar a web. Imagem: Captura de tela

Já mencionamos as melhorias visuais que o Quantum inaugura, mas a forma como toda a experiência de navegação foi simplificada é digna de nota. Você pode, por exemplo, combinar a barra de endereços e caixa de pesquisa em uma só.

No topo da interface do navegador, um novo botão Biblioteca guarda seus favoritos, histórico, downloads e outros componentes-chave para facilitar o acesso. No geral, a interface fica fora do seu caminho.

Mesmo quando não há muita coisa acontecendo, como com a escolha de mecanismos de busca quando você começa a digitar palavras-chave na barra de endereços, o Firefox Quantum consegue manter a mesma estética minimalista e intuitiva.

Outro toque interessante é a forma como os botões e menus ficam ainda maiores e mais corpulentos se você estiver os usando em uma tela sensível ao toque do Windows.

4) Ele vem com alguns bônus extras

Há uma ferramenta de captura de tela embutida no navegador. Imagem: Captura de tela

Existem inúmeras pequenas adições, mas, de longe, o mais legal é uma nova ferramenta de captura de tela que está disponível diretamente a partir da barra de endereços e é útil se você precisa tirar recortes de páginas. A ferramenta dá a opção de cortar certas partes do site em que você está se não quiser capturar a página inteira.

Imagem do topo: Mozilla