De certa forma, a Audemars Piguet, fabricante suíça de relógios com 149 anos de tradição, já tem um museu: a cidade de Le Brassus, onde ela fica, está cheia de relojoarias históricas. Mas a icônica empresa está construindo seu próprio prédio para isso e, como não poderia deixar de ser, ele se parece com os movimentos intrincados que acontecem dentro de relógios super caros.

O Bjarke Ingels Group, escritório dinamarquês-americano de arquitetura que parece ganhar todas as grandes competições dos últimos anos, ganhou mais uma: desta vez o prêmio era a oportunidade de projetar o museu da Piguet em Le Brassus, próximo ao quartel-general da empresa. Os planos do BIG para um museu de haute horlogerie, ou alta relojoaria, incluem uma seção entrelaçada de galerias circulares, parcialmente embutidas na paisagem, formando uma sucessão de locais de exposição que culminam num pavilhão central.

yljenzknlgatuteltafh

E todo o espaço interior é coberto por uma única folha da aço revestida em bronze, cuidadosamente recortada para criar um teto brilhante. Assim como as engrenagens de dentro dos relógios da Piguet, ele é projetado para ter uma sensação de precisão e movimento, como se estivesse congelado no espaço.

emh8mdsfvje6o2dtogcf

gnkb9kgkhonrfxvgd6ib

A comparação é endossada por Ingels, que diz que a “relojoaria, assim como a arquitetura, é a arte e ciência de avigorar matéria inanimada com inteligência e performance. É a arte de imbuir metais e minérios com energia, movimento, inteligência e medida — para levar-lhes a vida necessária para contar o tempo.”

O que é engraçado é que o projeto para o museu se parece com outro, feito para outra competição que o BIG venceu — o Museu do Corpo Humano, em Montpellier, França. Bom, daí podemos deduzir que deve haver alguma coisa em comum entre o corpo humano e os relógios caros. [BIG]

766256397849105220

lda9d2rqxm0a5vckzldh