O Android posiciona-se, em muitos aspectos, como a a antítese do iOS. Um dos pontos mais emblemáticos dessa relação antagônica está na permissividade da instalação de apps: enquanto no iPhone você está limitado ao cercado da Apple, só podendo instalar apps fornecidos via App Store, no Android é tudo liberado, você instala o que quiser de onde quiser. Mas essa liberdade toda é algo sempre bom? Apps maliciosos que se disfarçam de grandes sucessos mostram que não.

Nas últimas semanas foram dois casos grandes, um com o Angry Birds Space e outro, mais recente, com o Instagram. Em ambos, os arquivos disfarçados tomavam conta dos aparelhos infectados e o transformavam em zumbis ou disparavam informações privadas para seus criadores. Outra semelhança é que eles não foram vistos no Google Play, ou seja, quem fica apenas no cercadinho do Google por vontade própria não correu risco algum.

No Google Play são raros os casos de malware. O Google tem um engenhoso sistema que previne com alto índice de eficácia o envio de arquivos maliciosos, algo que eles chamam de Bouncer. Mesmo quando algum passa, o Google tem o poder de limpar Androids remotamente como já aconteceu algumas vezes.

E, sejamos sinceros: é difícil não encontrar algo no Play, o que nos leva a questionar o porquê de buscar apps populares e disponíveis na loja gratuitamente, como esses dois, fora dela. Desconhecimento? Engenharia social? Para usuários leigos e até mesmo mais experimentes, uma boa dica de segurança é limitar-se ao Google Play para evitar transtornos.

O Android oferece uma “trava” para a instalação de apps fora da loja oficial (acesse-a nas configurações, opção “Aplicativos” e desmarque o item “Fontes desconhecidas”). Se eventualmente a instalação de apps por fora do Play se fizer necessária, como nos joguinhos do Humble Indie Bundle, é só restaurar essa opção temporariamente e fazer o que tem que ser feito.