Eu poderia fazer alguma piadinha sobre como parece uma atitude salva-vidas desesperada a Nokia investir no grafeno, mas no fundo eu só posso aplaudir qualquer empresa que despeje dinheiro na pesquisa desse novo e incrível material.

A Nokia não é a primeira empresa de tecnologia explorando as possibilidades de uso do grafeno. Desde que os dois professores russos Andre Geim e Konstantin Novoselov, da Universidade de Manchester, ganharam um prêmio Nobel de física em outubro passado, a IBM molhou os pés na possibilidade de fazer o primeiro circuito integrado baseado em grafeno em uma lasca de silício menor que um grão de sal, enquanto pesquisadores coreanos já fizeram baterias dobráveis com o material.

Escrevendo no blog Nokia Conversations, um representante da Nokia chamado Adam detalhou os planos:

“A Nokia acredita que o grafeno é um material com potencial para mudar o futuro, e está participando desta iniciativa [o Graphene Flagship Program] para ajudar a trazer este tão promissor material para o mundo real. Mas a Nokia não está sozinha nesta. Temos a ajuda de nove outros parceiros, que incluem quatro ganhadores do prêmio Nobel; Dr. Andre Geim e Dr. Konstantin Novoselov, com Dr. K. von Klitzing e Dr. A. Fert na banca de conselheiros da atividade.”

O Graphene Flagship Program visa encorajar a pesquisa do grafeno dentro da Europa, certificando-se que a tecnologia chegue às massas e “não apenas altere o futuro dos telefones móveis, como também o das pessoas”. [Nokia Conversations]