Como é bom confiar na bondade de estranhos. Um estudo da Symantec detalhou as reações de pessoas comuns quando elas encontram um celular em público nos EUA — e os resultados são bem distantes do que você chamaria de “ideal”.

O Smartphone Honey Stick Project, da Symantec, deixou 50 smartphones em várias áreas públicas — shoppings, pontos de ônibus, elevadores — em Nova York, Washington, Los Angeles, San Francisco e Ottawa. Os aparelhos contavam com um software de rastreamento instalado para notificar a empresa se algum dado pessoal do celular havia sido acessado após ele ser encontrado. Essa informação incluía a conta de redes sociais do dono, o e-mail, o controlador de senhas, o e-mail corporativo, o cartão SD, as fotos pessoais e a lista de contatos. O celular também rastreava localização via GPS, basicamente para saber se o cara não ia simplesmente achar o celular e sumir depois.

Nota importante: mas não é isso que fazemos quando encontramos um celular? Checar as chamadas recentes e a lista de contatos para tentar encontrar alguém que conheça bem o dono?

Eis os resultados da Symantec:

• 96% dos smartphones perdidos foram acessados por aqueles que encontraram os aparelhos.
• 89% dos aparelhos tiveram apps e informações pessoais acessadas.
• 83% dos aparelhos tiveram apps e informações corporativas acessadas.
• 70% dos aparelhos tiveram tanto apps pessoais quanto corporativos acessados
• 50% dos que encontraram os aparelhos contactaram o dono e ofereceram dados para contato.

Apesar de basicamente todo mundo ter dado uma fuçada nos aparelhos, apenas metade contactou o dono. E os números são ainda piores para smartphones corporativos perdidos:

• Um total de 83% dos aparelhos revelaram tentativas de acessar apps ou informações relacionadas à trabalho.
• Tentativas de acessar o cliente de e-mail corporativo aconteceram em 45% dos aparelhos, o que pode potencialmente representar uma tentativa de contactar o dono do aparelho, mas mesmo assim pode expor informações sensíveis.
• Um arquivo intitulado “Salários RH” foi acessado em 53% dos aparelhos, e outro chamado “Casos RH” foi acessado em 40% dos aparelhos.
• Tentativas de acessar o app “Remote Admin” foram vistas em 49% dos aparelhos.

É importante, claro, lembrar que esses números foram colhidos nos EUA. Como seria aqui no Brasil? Apesar de esperar o pior, é preciso lembrar que o Pedro, por exemplo, já perdeu seu finado E71 e seu iPhone, e ambos voltaram para casa. Conheço casos recentes de pessoas que perderam seu Android e uma boa alma ligou de volta. Se ela fuçou ou não nos dados? Aí já é outra história. Vocês já passaram por situações assim? [Symantec via CNet]

Imagem: mmckeay