De acordo com Gordon Murray, ex-designer da McLaren para a Fórmula 1 e responsável pelo carro T.27, um dia nós estaremos dirigindo um de seus veículos. Acho que segundo ele, um dia estaremos vestindo roupas de palhaço também. Não interessa que este é o carro mais eficiente — ele não vai dar certo.

O T.27 foi feito para ser dirigido na cidade. Como ele é ultraleve, Murray diz que ele será o mais eficiente dos carros da sua categoria — essa categoria deve ser algo entre carrinhos de golfe e minicarros europeus que fracassaram nos anos 60. O aspecto mais inovador é que ele é fabricado usando-se um processo chamado iStream: em vez de prensar lâminas de metal como em fábricas automotivas comuns, este método solda lâminas de metal para uni-las.

Isso resulta em fábricas com um quinto do tamanho de fábricas tradicionais, além de menor consumo de energia e um carro com uma aparência de bosta. É isso, meus caros, que há de errado com o T.27: se uma coisa não tem aparência boa, ninguém compra, não importa se é eficiente ou respeita a natureza. E nem uma cobertura de fibra salvaria este carro: as pessoas querem um carro que pelo menos pareça robusto, não carrinhos de golfe melhorados em cores brilhantes.

Claro que este não deve ser o design final (cadê o teto do carro?), mas tem que melhorar muito. Se o visual estranho do T.25 — carro mais recente criado por Murray — pode servir de guia, dá pra ver que Murray ainda precisa provar que trabalhava como designer na McLaren. [Daily Mail]