O primeiro Android a chegar ao mercado foi o T-Mobile G1, também conhecido como HTC Dream, no final de 2008. Era um smartphone com tela sensível a toques e um hardware condizente com a sua época. Antes dele, porém, o Google fez experimentos, testes e tentativas de emplacar o sistema junto a operadoras. Isso foi em 2006. Nessa época, o Android era irreconhecível.

No processo que a Oracle move contra o Google, surgiram slides e informações sobre um protótipo do Android de 2006 que a gigante das buscas tentou emplacar junto à T-Mobile, dizendo à operadora que seus planos de dados ilimitados combinados com a expertise do Google seria uma combinação matadora. A ideia do Google não era machucar as operadoras, mas sim unir-se a elas — característica que permanece até hoje e segundo alguns analistas é o que explica o estrondoso sucesso do Android.

As especificações não são muito claras, mas os requisitos mínimos dão uma ideia do quão rudimentar era esse Android. Ele tinha um processador ARMv9 rodando a pelo menos 200 MHz, GSM (3G preferível), 64 MB de RAM e ROM, miniSD (mini, não micro), câmera de 2 MP com botão de disparo dedicado, suporte a USB, Bluetooth 1.2 e tela QVGA com suporte a cores 16 bits. Touchscreen não era requisito, coisa que, dizem as más línguas, só veio após o advento do iPhone. Opcionalmente, os celulares poderiam ter teclado QWERTY, Bluetooth 2.1+EDR, uma “tela secundária”, Wi-Fi, GPS e aceleração gráfica.

Em 2006, o Android tinha pouca coisa funcional. Tinha discador, tela inicial, app de mensagens, contatos e uma versão bem básica do navegador baseado em WebKit. As implementações de GTalk, Gmail, calendário, MMS, SMS em estilo de conversa e email POP era esperado para o fim do ano. Pelas especificações e imagens extraídas do processo, é bem incrível ver o salto evolutivo do Android em pouco mais de cinco anos. [The Verge]