Esta semana, um ladrão saiu do Museu de Arte Moderna de Paris  com 127 milhões de dólares em pinturas de Picasso, Matisse e Braque. Não houve lasers nem sistemas de segurada baseados em temperatura. Não houve nem um alarme, na verdade.

Meu entendimento do que consiste um grande roubo em um museu é ilustrado pelo filme "Thomas Crown, A Arte do Crime", com Pierce Brosnan (sim, a refilmagem de 1999) — e mesmo assim eu sempre achei que esse era um dos raros casos em que Hollywood não estava exagerando. Eu imaginava que sistemas de segurança de museus eram ainda mais avançados do que o que era mostrado nos filmes, com sofistados sensores de movimento, fios para tropeçar, lasers e pesados portões que se fecham para prender o ladrão como um rato assim que ele toca em uma obra de arte ou jóia valiosa.

E o que aconteceu em Paris essa semana? Nada demais. As câmeras do museu conseguiram algumas imagens do larápio, que entrou depois de quebrar uma janela, mas nenhum tipo de alarme eletrônico foi acionado enquanto ele roubava cinco obras dos seus lugares nas paredes. De fato, uma fonte diz que o alarme eletrônico do mouseu não estava funcionando há dois meses, e que toda a segurança do museu foi relegada a alguns guardas noturnos. Olha como deu certo.

Isso serve para mostrar que, enquanto a tecnologia está cada vez mais presentes em lugares até meio inesperados — como Wi-Fi em aviões ou códigos AR em jornais –, ela às vezes não está justamente onde se esperaria que estivesse. As pessoas que estão tentando visitar o museu encontram uma placa avisando que o local está fechado por "razões técnicas". A falta delas, né?