A Anatel deu aval para as operadoras bloquearem celulares piratas por aqui, mas o sistema anunciado criou uma grande dúvida: e os aparelhos importados?

O bloqueio vai funcionar da seguinte maneira: quando você coloca um chip em um celular, ele tenta entrar na rede das operadoras brasileiras. A rede vai pegar o código IMEI do aparelho e verificará em uma central com todos os códigos IMEI dos dispositivos homologados pela Anatel para saber se ele tem autorização para funcionar nesta rede. Se não tiver, o sinal será bloqueado.

Mas e os aparelhos importados não-homologados? Não são poucos os celulares que não dão as caras oficialmente no Brasil, mas é possível comprar lá fora. Segundo Eduardo Levy, diretor-executivo da Sinditelebrasil (sindicato que representa as operadoras de telefonia brasileiras) o objetivo não é “causar constrangimento” em quem importa um dispositivo legalmente e, por isso, será criado um sistema para que esses celulares funcionem.

Será criado. Ainda não foi. Operadoras e Anatel ainda vão definir como isso vai funcionar, mas é algo importantíssimo antes do bloqueio começar a valer (está previsto para 2014). Não apenas para brasileiros que quiserem importar um smartphone, mas também porque nos próximos anos teremos dois grandes eventos esportivos por aqui, o que vai atrair muitos turistas.

Então imaginemos a seguinte situação: um turista vem para a Copa do Mundo de 2014 e, por passar bastante tempo no Brasil, compra um chip em uma das operadoras. Mas o seu aparelho não é homologado pela Anatel. Ele não poderá usá-lo por aqui? A intenção, segundo Levy, é que ele consiga usar, e isso está sendo considerado na elaboração do sistema de bloqueio de aparelhos piratas.

Ainda falta bastante para começar a valer – apenas no ano que vem – então as operadoras ainda tem tempo para elaborar uma solução. Mas o importante é que você não precisa se preocupar quando for comprar um smartphone importado: ele vai funcionar nas redes brasileiras. Só falta definir como.