Nas duas passagens de Jobs pela Apple, a empresa fez alguns grandes produtos. Seus produtos mais incríveis. Mas ninguém é perfeito. Nem mesmo Steve Jobs. E a Apple produziu alguns lixos completos durante o seu reinado. Aqui estão os piores.

Lisa

O Lisa da Apple, com nome em homenagem à filha de Jobs, pode ter sido o primeiro computador a usar uma interface gráfica em 1983, mas ele custava U$10000 e tinha um design desajeitado e sem graça. Poucos compraram. Um ano depois, surgiu o Macintosh custando menos e tornou o Lisa em grande parte irrelevante.

 

Mouse USB iMac

O mouse apresentado com o iMac em 1998 está junto da Comic Sans e do Clippy quando se trata de incitar a fúria geek. Não apenas ele era um mouse com um único botão, como todos os outros mouses da Apple antes e depois dele, mas ele era redondo, como um disco de hockey. E verdade seja dita, provavelmente seria mais confortável deslizar um disco de hockey pela mesa o dia inteiro.

 

iPod Hi-Fi

O iPod Hi-Fi não era um dispositivo terrível do ponto de vista técnico. Os reviewers normalmente enalteciam o som que emanava de seus drivers. Mas ele simplesmente não fazia sentido para ninguém na época. Audiófilos não tinham muito uso para a música que vinha de um iPod. O consumidor padrão não precisava de um alto-falante tão grande. E tudo que os malucos por gadgets podiam fazer é olhar o preço de U$350 e dar de ombros. Apresentado em fevereiro de 2006, a linha iPod Hi-Fi não durou nem dois anos e foi descontinuada em setembro de 2007.

 

Apple TV (Primeira Geração)

Quando a primeira Apple TV chegou em 2007, ela tinha todas as ferramentas para ser bem sucedida. Processador Intel, suporte 720p via HDMI, Wi-Fi, até 160GB HDD. E então vieram as limitações. Ela podia apenas fazer stream H.264 ou vídeo MP4. Ela podia rodar trailers e vídeo clips do iTunes, mas você não poderia comprar ou alugar filmes ou programas de TV. Você nem podia comprar MP3s. Tirando as fotos, que usavam Flickr, streaming era muito mais fácil através do iTunes no seu computador. As pessoas não estava exatamente loucas para comprar uma Apple TV, o que levou a empresa a lançar uma versão revisada do software que suportava aluguel de filmes e programas de TV, e mesmo isso ofereceu um sucesso limitado. Eventualmente, a Apple reconceitualizou a Apple TV de várias maneiras produzindo a caixinha preta fantástica que existe até hoje.

 

iPod Shuffle sem botões (Terceira Geração)

Sim, nós sabemos, minimalismo é ótimo. Entretanto, existe um limite quando a busca por simplicidade sai pela culatra e torna algo ainda mais complicado. Isso foi o que aconteceu com o iPod shuffle. Tirando o botão de ligar/travar, ele não tinha botões. Nenhum! Você tinha que usar headphones com um controle compatível no cabo para operar o negócio. Você usava somente um sistema estilo código morse para passar pelas faixas, o que era um pé no saco. E ah, se você quisesse usar headphones que não fossem os terríveis earbuds da Apple, você precisava de um adaptador especial. Ele foi recebido com uma mistura de curiosidade e zombaria. A geração seguinte do iPod shuffle foi a primeira vez que eu vi a Apple tão descaradamente voltar a um design anterior. E eles não estão sendo tímidos para anunciar que o atual tem botões de fato.

 

http://www.youtube.com/watch?v=LxKYuF9pENQ

Final Cut Pro X

Durante anos, o Final Cut Pro tem sido o favorito entre os cineastas de Hollywood. A interface é limpa, simples, mas extremamente poderosa. Quando a Apple lançou o Final Cut Pro X, entretanto, esse amor virou ódio. Ódio puro. Profissionais odiaram a falta de recursos avançados e a sua semelhança com o iMovie (o que significa que aspirantes a profissional provavelmente sentiram o mesmo). Hobbistas casuais provavelmente não irão pagar U$300 por ele. O que sobra é um programa que tenta agradar a todos enquanto não atinge ninguém. Ou talvez ele esteja tentando atingir todo mundo sem conseguir agradar ninguém. Vai saber!

 

Ping

Quando Steve Jobs apresentou o Ping, ele supostamente era para ser a melhor coisa que aconteceu para descobrir músicas desde o rádio. Mas não estava nem semi-pronto, Ping estava simplesmente cru e subdesenvolvido. Ele era um feed escondido na parte mais inutilizável do iTunes (a loja de música) que permitia que você recomendasse músicas da loja, que existia apenas na loja. Ele também avisava todo mundo quando você comprava algo novo. Não tinha playlists de amigos, nem top list. Ele conseguiu chamar a atenção por pouquíssimo tempo. Eventualmente eles “expandiram” o Ping para permitir que você recomendasse faixas da sua biblioteca, mas um porco de batom continua sendo um porco.

 

Power Mac G4 Cube

Uma das melhores coisas que aconteceram durante a segunda passagem de Steve Jobs pela Apple foi que a empresa começou a experimentar com formas. Apesar da empresa ter investido firmemente em uma estética minimalista durante sua fase de maior sucesso, a Apple não estava com medo de brincar com algumas ideias malucas no final dos anos 90 e começo do ano 2000 (veja também: iMac G4). O Power Mac G4 Cube é um exemplo de um desses experimentos que não deram certo. Muitas vezes visto como um precursor do Mac Mini, e apesar de custar mais do que o Power Mac G4 mais barato, o Cube de 19.5×19.5×24.8 ficou posicionado em algum lugar entre os iMacs e Powermacs quando se falava de poder e funcionalidade. Com o preço inicial em U$1800 e frequentemente sofrendo de rachaduras na case, o computador foi abandonado, durando apenas um ano nas prateleiras das lojas. Mas ei, o MoMA colocou em exibição, então ele não era tão ruim assim. Eu acho.

 

iPod Photo

Em 2004, as pessoas queriam um iPod com vídeo. Então o que a Apple deu a eles? Um iPod capaz de exibir fotos em baixa resolução (220×176!!!). Por U$500 o modelo de 40 GB era U$100 a mais do que o iPod de 40GB normal, e eventualmente um modelo de 60GB apareceu por U$600. Você não verá muitas pessoas lembrando com carinho da época do iPod assim como elas fizeram como o iPod Terceira Geração.

 

Qual é o produto da Apple de Steve Jobs que você menos gosta?