O novo iPad trouxe um hardware mais potente, com tela Retina, chip gráfico quad-core e 4G, mas a duração da bateria permaneceu a mesma. É que agora a bateria tem uma capacidade gigantesca: são quase 12.000mAh, contra 7.000mAh no iPad 2 e na maioria dos novos tablets Android de 10″. Mas o novo iPad tem quase o mesmo peso e espessura que o iPad 2. Como a Apple conseguiu colocar uma bateria tão grande em um corpo tão fino, e o que isso significa para os próximos iPhones e MacBooks?

A Apple levou a bateria do novo iPad para 42Wh, ou cerca de 11.700mAh. Em comparação, o iPad 2, Samsung Galaxy Tab 2 10.1 e Asus Transformer Prime têm bateria com cerca de 7.000mAh (25Wh). O jeito óbvio de aumentar a duração da bateria é apenas colocar uma bateria maior – só que a espessura do novo iPad aumentou em apenas 0,6mm; e o peso, só 50g. E como o iPad 2 já era quase só bateria, em termos de volume, não havia muito espaço extra que a Apple pudesse explorar.

Então o que eles fizeram? O ZDNet sugere que “a Apple conseguiu aumentar significativamente a densidade de energia das células Li-ion” na bateria. Ou seja, mesmo que as células da bateria ocupem praticamente o mesmo volume, elas armazenam mais energia. Provavelmente teremos mais detalhes quando o novo iPad chegar às lojas no dia 16.

Já vimos que aparelhos finos e com bateria de sobra são possíveis hoje: o Motorola Razr Maxx, por exemplo, leva a bateria dos smartphones a um novo patamar. Os avanços na bateria do novo iPad provavelmente são proprietários, então será interessante ver como a Apple usa o que aplicou no novo iPad em seus outros gadgets: imagine MacBooks que fiquem um dia inteiro ligados e longe da tomada, ou um iPhone onde nem o 4G – nem o software – comprometa a bateria. Seu desejo de gadgets com baterias mais duradouras pode se realizar em breve. [ZDNet via AppAdvice e Cult of Mac]

Foto por Engadget