pesquisa foi feita na Inglaterra por um instituto independente, com 1.000 pessoas entre 16 e 50 anos. A conclusão é que quem costuma baixar muita música ilegalmente na internet gasta por ano £ 77 (R$ 222) em música, £ 33 a mais do que os que afirmam nunca baixar "de maneira desonesta". O motivo é simples, conforme avalia Cory Doctorow, do Boing Boing: "pessoas que são superfãs de música fazem mais de tudo relacionado à música: eles pagam mais ingressos para ver shows, ouvem mais rádio, compram mais CDs, mais camisetas de banda, falam mais sobre música, baixam mais – tudo isso". 

O estudo do Ipsos Mori Institute vem numa hora importante para os britânicos. Em abril de 2010, se tudo correr como o governo planeja, entrará em vigor uma lei onde o sujeito que for notificado três vezes por compartilhar arquivos ilegais deverá ser desconectado pelo seu provedor de internet. Pesquisas como essa ajudam a desmantelar o argumento da indústria fonográfica, que diz perder 200 milhões de libras por ano por causa dos downloads ilegais. Desconectar os baixadores compulsivos é um tiro no pé, para Mark Mulligan, do Forrester Research, já que eles são o núcleo gastador da indústria.

"As pessoas que compartilham são as mais interessadas em músicas. Eles usam os serviços de troca de arquivo como um mecanismo de descoberta. Nós temos uma geração de jovens que não entendem o conceito de música como algo pago. Você precisa ter a música custando tão pouco que eles não notarão", disse ao Independent.

Coloque-me no meio das estatísticas de baixadores/gastadores. Além de morrer em uma grana alta com o preço absurdo dos ingressos para shows no Brasil, pago os US$ 14,99 mensais do Zune para ter o Zune Pass e baixar o quanto quiser, sem muito peso na consciência – mas confesso que passeio por blogs e Usenet para achar coisas não-encontráveis nesse serviço. E você, acha que essa pesquisa inglesa se aplica no Brasil? [Independent via Boing Boing]