Nós tivemos recentemente problemas com a visualização de nossos anúncios, tanto no Gizmodo quanto no Jalopnik, como você já sabe: a empresa que gerencia a veiculação dos anúncios (a gente diz "ad server"), foi atacada e nós ficamos vários dias com as nossas posições de publicidade em branco. Isso já passou, felizmente. Mas, durante aquele período de intermitência e de instabilidade em nossa publicidade, tivemos várias mensagens de leitores elogiando a ausência de anúncios no Giz e no Jalop. Eu estava há muito tempo querendo trocar uma ideia com você, que nos frequenta, a respeito disso. Já estamos há mais de um ano e meio juntos diariamente no Gizmodo e acabamos de começar outra belíssima relação no Jalopnik. Então vamos lá.

O Gizmodo Brasil é um veículo. Tanto quanto o Jalopnik Brasil. A Spicy Media, empresa da qual sou sócio, que licencia esses dois títulos junto à Gawker Media, a publishing house americana dona das duas marcas, é uma editora digital. Então todos nós aqui somos profissionais. Atuamos como uma empresa, da forma mais correta, eficiente e sustentável possível: contratamos os melhores talentos, no limite da nossa capacidade de identificá-los e de pagá-los, seja no flanco editorial, no comercial ou no da tecnologia. Pagamos royalties à editora dona das marcas, como se deve. Pagamos em dia salários e impostos, como se deve. Bem como todas as nossas obrigações com governos, fornecedores, bancos e parceiros. Gostamos de nos divertir e de divertir você, mas levamos nosso trabalho a sério para caramba. Não estamos aqui para brincar, apesar das risadas que gostamos de dar e de causar. 

Com nossos veículos, prestamos serviço e nos relacionamos comercialmente com algumas das melhores e maiores empresas do Brasil e do mundo, e com as suas agências, que também estão entre as melhores e maiores por aqui e em nível global também. Sobretudo, temos mais de 700 000 visitantes únicos todo mês no Gizmodo para os quais temos que produzir o melhor, o mais útil, o mais relevante, o mais surpreendente e o mais divertido conteúdo da galáxia no que se refere à tecnologia, inovação, gadgets, tendências e mundo digital. Vale o mesmo para o Jalop – que com apenas três meses de vida já tem a metade do tamanho do Giz! Então, simplesmente não dá para ser amador. Não com quase 40 milhões de impressões sendo geradas todo mês no Giz e no Jalop. Não dá para fazer caseiramente, de modo pedestre, nas coxas, de qualquer jeito. E nem de modo juvenil, heróico, na base do improviso e do atropelo. Sabe por quê? Porque projetos construídos nessas bases costumam ter qualidade inferior. E não duram. A gente está aqui para fazer bem feito. E para durar.

Dirigi ao longo da minha carreira algumas das revistas mais prestigiosas do Brasil. Já naquela época, de vez em quando recebia mensagem de algum leitor reclamando do número de páginas de anúncios. Eu respondia que todo o valor embutido numa edição da Superinteressante ou de Capricho, as dezenas de pessoas envolvidas e as centenas de milhares de reais gastos, jamais poderia resultar num preço de capa de meia dúzia de reais – não fossem os anunciantes. Aqui, no mundo digital, esse argumento é ainda mais evidente: já que é dado que o conteúdo de internet não é cobrado do usuário, a própria existência do seu site favorito deve ser reputada em grande parte aos anunciantes que nele veiculam seus anúncios. Perceba: você jamais teria os 20 e poucos posts que publicamos todo dia no Giz, ou os quase 15 que publicamos diariamente no Jalopnik, com a excelência editorial de jornalistas como Brian Lam e Pedro Burgos, Ray Wert e Leo Nishihata, e suas respectivas equipes, com os furos nacionais e internacionais que garimpamos toda semana, se não tivéssemos conosco a Pepsi, a Ford, a Philips, a Goodyear, a SonyEricsson, o Bradesco Auto, a LG, a Vivo só para citar alguns dos anunciantes que estão no ar conosco nesse momento em que escrevo. Nosso objetivo é oferecer a você sempre a melhor experiência editorial com nossos veículos. Essa experiência, acredite, custa caro. And "there is no free lunch"…

A frase genial do Prêmio Nobel de Economia Milton Friedman me ajuda aqui. Não há almoço grátis. A economia é um emaranhado de intenções e de trocas entre indivíduos e empresas. Só é possível entregar a você, de graça, os quase 500 posts que o Gizmodo Brasil publica todo mês, por exemplo, porque há empresas interessadas em falar com você e com os outros 699 999 geeks que passam pelo Giz todo mês. Na hora em que você se recusar a conversar com essas marcas que gentilmente trazem o Giz e o Jalop até você, seu site favorito fecha. É simples assim. Fora, se você me permite dizer, que há um bocado de informação relevante sobre produtos e empresas, e de experiências interessantes de entretenimento, embutidas nas publicidades que veiculamos. Ignorá-las é, a meu ver, sem trocadilho, uma opção ignorante. (Sem falar no uso de ferramentas ad blockers, que é uma sabotagem silenciosa, um hara kiri perpetrado na surdina pelo leitor ao site que ele visita todo dia…)

 
Então, meu amigo e minha amiga tech lover e car lover, da próxima vez que você cruzar por um banner, nutra simpatia por ele. Agradeça pela presença dele entre nós. Clique nele – a taxa de cliques em anúncios é um quesito bem importante para o seu site favorito, viu? Você e eu temos temos uma dívida de gratidão com cada uma das mais de três dezenas de marcas que já anunciaram no Giz e no Jalop. Nossos anunciantes são nossos amigos, nossos parceiros, nossos patrocinadores – e tratá-los como intrusos ou presenças indesejáveis é a pior coisa que você pode fazer pelo seu site predileto.