O Motorola Razr D3 foi anunciado na semana passada pela Motorola com especificações técnicas boas e um preço baixo. Com processador dual-core de 1,2 GHz, 1GB de RAM e rodando o Android 4.1.2 por R$ 800, ele parece uma ótima opção para quem procura um bom smartphone mas não quer gastar muito. Mas isso no papel. E na prática? O Razr D3 entrega aquilo que promete?

Estamos preparando um review completo do aparelho, mas depois de alguns dias de uso já dá deixar algumas coisas bem claras: sim, ele parece ótimo. O Razr D3, no geral, é rápido, tem uma câmera boa e, o mais importante de tudo, uma bateria que dura bastante. Dá uma olhada no vídeo:

O aparelho que estamos testando é um dos modelos com duas entradas de chip – ele também será vendido com apenas um chip. E com dois chips, GPS, 3G, Wi-Fi ligado, uso moderado de internet (acessei alguns sites pelo Chrome, vi alguns vídeos no YouTube, entrei em Facebook, Instagram, Twitter) e até ouvindo um pouco de música, a bateria durou mais de um dia.

Para explicar com números: o aparelho chegou com 80% da bateria carregada na tarde de segunda-feira e apenas no começo da noite de terça-feira, quando ela estava com menos de 10%, conectei o carregador dele. Mais de um dia. É uma bela marca, não? É claro que esse foi o primeiro teste e faremos alguns mais pesados, mas a impressão inicial é excelente. Bateria é um problema grave em smartphones e muitas vezes o mesmo aparelho precisa ser carregado mais de uma vez durante o dia. Aparentemente, não é o caso do D3, que usa os últimos avanços de bateria da Motorla (bendita seja a energia do Razr Maxx).

Deixando a bateria de lado, há um problema de desempenho: a transição de telas nem sempre é tão suave como deveria ser. Ao apertar o botão home na página inicial, o D3 abre o gerenciador de páginas. Mas ele sempre dá uma pequena engasgada nessa mudança de tela. E engasga novamente ao escolher uma das páginas. É um problema que já vimos em outros Razr da Motorola, e aparentemente é um problema da empresa com o Android — o que é um tanto irônico vindo de uma empresa que foi comprada pelo Google. Mas não é nada que prejudique o aparelho – a lentidão ocorre apenas nesse momento, e para todo o resto ele é bem rápido — acima da média para um aparelho de R$800.

Em relação ao seu design, ele é praticamente idêntico ao Razr i, mas um pouco menor e sem um botão dedicado para a câmera. O seu acabamento é inteiro em plástico, com a traseira que finge ser de Kevlar, mas não é. No fim das contas, o D3 é muito mais interessante com a tela ligada — a construção não é um de seus diferenciais, e pode até afastar alguns consumidores.

Estamos preparando um review bem completo do Razr D3, com mais detalhes sobre o aparelho. Mas, até o momento, parece que a Motorola conseguiu atingir seu objetivo de entregar um aparelho com ótima relação custo x benefício: ele é bom, barato e tem um pulmão invejável.