Eu acordei hoje de manhã cheio de expectativa, assim como as outras 599.999 pessoas que compraram o iPhone 4 na pré-venda. Eu comprei meu aparelho pela Best Buy, e foi um processo simples e fácil. Claro que eu teria problemas depois.

Ao contrário da Apple, a Best Buy não tinha filas dobrando a esquina nas Apple Stores, porque distribuiu a entrega do iPhone às pessoas que compraram na pré-venda para reduzir o impacto nos seus funcionários. Eu recebi meu celular duas horas antes de todo mundo no escritório – duas horas extras de "Ha-ha!", até todo mundo receber o seu. Eu me apaixonei por este celular imediatamente. O hardware não tem igual, ele tem um design lindo e a parte de trás de vidro tem um visual impressionante (quando não está quebrada), e o iOS 4 roda feito um sonho no novo processador.

Eu fiquei à disposição para testar o celular o dia inteiro, fazendo testes de recepção, testes do processador, e quase qualquer outra coisa que pudesse transformar este celular em números no papel. Não só eu me dispus a testar o aparelho porque recebi antes de todo mundo, mas também porque fazendo isto eu poderia brincar com o aparelho o dia todo (em vez de brincar com o aparelho o dia todo, e depois brigarem comigo por não estar trabalhando, porque estava brincando com o aparelho o dia todo).

O teste final que eu fiz foi ver como o sinal do aparelho se comportava enquanto eu andava de carro. Eu peguei um táxi do escritório do Giz no Soho até a Times Square, testando a qualidade da ligação e comparando-a ao 3GS. Eu desci na Times Square, e todo mundo ficou pasmo que a rede da AT&T não derrubou nenhuma ligação por mais de meia hora.

Tudo estava indo bem no meu mundinho: estava na Times Square, usando meu iPhone 4 novinho. E então o inevitável aconteceu – ou o que eu imagino ter sido inevitável. Eu tentei fazer aquele truque de segurar o iPhone 4 só com a mão esquerda e ver as barras desaparecerem até não ter mais sinal. Nota aos leitores: não façam isto em um cruzamento lotado de gente durante a hora do rush. Eu senti meu celular escorregar dos meus dedos em posição estranha. Ele ficou dependurado por um momento pelo cabo do fone de ouvido, como alguém que faz bungee jumping e o cabo arrebenta. Então vi, dolorosamente, o aparelho quicar na sarjeta em um súbito rodopio de aniquilação. O painel traseiro de vidro trincou, e meu coração também. Tá, ficou meio melodramático… mas eu fiquei muito chateado.

Eu quebrei meu celular horas depois de comprar, usando-o para trabalhar. Se a Apple tivesse pelo menos decidido fazer a parte de trás de aço. Ou borracha. Ou couro. Que não fosse a porra do vidro, o material mais quebrável que a humanidade conhece. Mas bem, vou tentar ser otimista: pelo menos  não foi a tela que quebrou, e as rachaduras dão um visual pro aparelho… eu acho.