A Symantec, dona da linha de produtos de segurança Norton e outros vários destinados ao ambiente corporativo, divulgou hoje a 17ª edição do seu Relatório sobre Ameaças à Segurança na Internet, um compilado de dados colhidos pelas redes de monitoramento da empresa no mundo inteiro. Ele vem recheado de obviedades e com novos supostos vilões da segurança digital.

Apesar dos ataques terem subido 81%, a quantidade de vulnerabilidades caiu 20% entre um ano e outro — a Symantec afirma ter bloqueado 5,5 milhões deles ao longo de 2011. Outro dado positivo nessa é que com a derrocada da rede Rustock, a quantidade de spam caiu 1/3 em relação a 2010. As boas notícias param por aqui.

O relatório destaca algumas tendências como o aumento de ataques destinados a pequenas e médias empresas, o uso mais intensivo de engenharia social, o crescimento das ameaças em smartphones e a alavancada na hospedagem de arquivos maliciosos em blogs e redes sociais — sites pornôs? Em décimo lugar; respire aliviado, amigo onanista.

Parágrafo à parte e muita atenção porque isso é importante: foram detectadas 403 milhões de variações exclusivas de malware em 2011 o que, segundo o vídeo institucional (acima), “é o equivalente a 403 milhões de flocos de neve. Cada um sendo único.” Eu jamais teria adivinhado sem essa brilhante analogia.

Há uma versão do relatório simplificada e focada nas Américas e o Brasil mandou ver na seção de “tendências para atividades maliciosas”, que engloba, além de ataques diretos, tentativas de phishing, spam zombies, infecção de computadores, todo esse tipo de coisa legal. Tiramos medalha de ouro em todas as categorias dessa área e ficamos em quarto no mundo. E ainda dizem que aqui só se fala de futebol e samba…

Outro dado curioso é a ausência, no top 10 das Américas, de variantes do Ramnit, líder de infecções no ranking global. Por aqui os mais populares foram o W32.Downadup.B (vulgo Conficker) e o W32.Sality.AE, esse capaz de alterar seu próprio código e desativar recursos de segurança do sistema, o que facilita a infecção.

Os smartphones aparecem também, segundo a Symantec com “o dobro de vulnerabilidades nos sistemas” em relação a 2010. Desde o primeiro antivírus para Android , lançado em 2008, as pessoas se perguntam sobre a utilidade deles em smartphones e ainda que a própria Symantec tenha um arsenal de segurança para Android e outras, como a ESET, também estejam investindo e entrando nesse nicho, o questionamento permanece válido.

Para ler o relatório na íntegra, clique aqui (Américas) ou aqui (Global, em inglês; logo no começo tem um infográfico bacanudo). [Symantec]