O cofundador da Apple, Steve Wozniak, falou sobre as suas impressões do filme Jobs (leia nosso review aqui) – e sobre como ele e os outros personagens foram retratados. Confira:

Assisti ao filme Jobs ontem à noite. Achei a ação toda boa. Fiquei atento e entretido, mas não o suficiente para recomendar o filme. Um amigo que participou do filme disse que não quer assistir a ficção, então ele não está interessado em ver o filme.

Suspeito que muito do que há de errado no filme está na imagem que Ashton tem de Jobs. Ashton fez algumas declarações erradas sobre mim recentemente (inclusive que eu supostamente teria dito que o ‘filme’ era ruim, o que foi, provavelmente, Ashton acreditando em manchetes sensacionalistas) e que eu não gostei do filme porque sou pago para prestar consultoria a outro. Esses são exemplos de como Ashton ainda está no personagem. Qualquer filme teria me pago para consultas, mas Jobs já tinha um roteiro escrito. Não posso retirar a liderança criativa de outra pessoa. E eu não estava animado com o script de Jobs. Mas esperava que fosse um grande filme.

Em relação a comprometer meus princípios por dinheiro, vou acrescentar um detalhe deixado de fora do filme. Quando a Apple decidiu não premiar os primeiros amigos que a ajudaram, dei a eles grande parte das minhas ações. Porque achei que isso era o certo. E fiz o possível para 80 outros funcionários obterem algumas ações antes do IPO, para que eles pudessem participar da riqueza.

Me senti mal por várias pessoas que conheço muito bem e foram caracterizadas de forma errada nas suas interações com Jobs e com a empresa. O filme termina muito bem com o grande Jobs finalmente chegando a um produto de sucesso (o iPod) que mudou muitas das nossas vidas. Sou muito grato a Steve por sua excelência na “i-Era”, e por sua contribuição para a minha própria vida com excelentes produtos, mas o filme retrata-o como se ele tivesse essa visão já no passado.