Desde que a Intel começou a produzir seus chips móveis há alguns anos, a AMD passou a perder espaço em laptops e tablets – ao menos na percepção do público. A empresa anunciou agora o restante do seu roadmap de produtos para o próximo ano. Ele conta com melhorias significativas de eficiência de energia e desempenho. Será o suficiente?

Há alguns meses, demos uma olhada no Richland, a APU topo de linha da AMD (APU é a sigla para Advanced Processing Unit, o nome que a AMD dá para um microprocessador que funciona como CPU e processador gráfico). Beema e Mullins completam a linha de opções de baixo consumo de energia para laptops e tablets mais baratos.

O Beema substitui o SoC Kabini do ano passado, projetado especialmente para notebooks dois-em-um pequenos híbridos de laptop e tablet. O Mullins substitui o Temash no espectro low-end. Ele foi projetado para tablets, laptops e conversíveis sem ventoinha. Ambos contam com núcleos “Puma” nas configurações dual ou quad-core.

Desempenho melhor, menos energia, mais segurança

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A especificação chave que a AMD divulga sobre seus novos SoCs é o desempenho por watt, duas vezes superior à geração anterior. Segundo a empresa, você terá não apenas redução no consumo de energia mas também melhoria de desempenho, então não é como se a AMD cortasse a voltagem e mantivesse o desempenho igual. Os novos chips são os primeiros a contarem um coprocessador de segurança da AMD, que é uma implementação da tecnologia TrustZone da AMD. Essa tecnologia pode ter muitas aplicações, mas é basicamente uma solução corporativa para criar um ambiente confiável para um dispositivo.

Ainda não temos especificações detalhadas de Beema e Mullins, então é difícil dizer como eles podem mudar os hardwares que os utilizarem. A AMD diz que vai lançar algumas informações até a CES, quando dará todas as informações. Uma coisa a empresa foi bem clara: esses SoCs não foram feitos em smartphones, então não sonhe em colocá-los no seu bolso por enquanto.