Até hoje, micro-veículos aéreos (MAVs na sigla em inglês) encontravam seu caminho do ponto A ao B usando um destes métodos: ou navegação GPS, ou pilotagem humana. O problema é que ambos dependem de sistemas externos para guiar o robô. Para um MAV mais autônomo, o helicóptero quadrotor precisa ver com os próprios olhos.

Como o sinal do GPS pode ter margem de erro de até 70m, dependendo do terreno, geralmente ele é inútil em áreas urbanas muito densas. E se você quer um MAV autônomo, não adianta colocar um humano para pilotá-lo, é claro.

Então como fazer um MAV voar sozinho, sem intervenção externa? Pesquisadores do Laboratório de Sistemas Autônomos da ETH Zurich (Suíça), como parte do projeto sFly da União Europeia, descobriram a forma mais fácil de dar ao quadrotor um par de olhos e um senso de direção.

Bem, na verdade três olhos. O sistema desenvolvido usa um trio de câmeras: uma delas coleta dados do voo, e as outras duas cooperam para dar visão estereoscópica ao MAV, e assim gerar dados para a modelagem 3D dos edifícios ao redor.

Estes dados vão para um microcomputador embutido no MAV, que elabora o mapa “mental” 3D e compara o feed das câmeras a um conjunto de valores exigidos para o voo – isto é, garante que o MAV não voe de cabeça pra baixo, ou que bata em uma árvore. O MAV pode então corrigir e otimizar sua trajetória de voo.

O MAV autônomo pode ser uma ótima ferramenta para buscas de emergência em edifícios que desabaram, em inspeções de dutos (gasodutos, oleodutos etc.) e em diversas outras aplicações que olhos robóticos fariam melhor do que humanos. [sFly via Physorg]

Foto por sFly