Muitos de vocês já expressaram certo… ahn… receio sobre alguns robôs que mostramos nas última semanas. O ATLAS, por exemplo, é bem amedrontador, mas ainda não tem autonomia. Este pequeno hexápode, por outro lado, tem e isso é um tanto inquietante.

Com todos os “membros” intactos, o hexápode anda muito rápido, a 26 cm/s, mas se uma das suas seis “patas” é cortada ou dá defeito, ele começa a andar como um marinheiro bêbado a cerca de 8 cm/s. Pelos poderes de Greyskull, ou de uma série de algoritmos, ele roda uma sequência de testes para recuperar eficiência. Em outras palavras, ele basicamente se adapta.

A correlação com humanos que seus criadores apresentam é bastante convincente:

“Num nível mais elevado, este conceito também pode compartilhar algumas similaridades com o que um humano faz quando ele se lesiona: se um momento é doloroso, humanos não entendem por completo o que causa a dor, mas eles identificam os comportamentos que a causam; uma vez que que eles detectam que certo movimento provoca a dor, eles aprendem a instintivamente evitá-lo.”

Piadas à parte, este é um avanço incrível na robótica, um que pode ter implicações ainda maiores para outros robôs num futuro próximo. Claro, esse carinha precisa de uns 20 minutos para se ajeitar, mas o fato de que ele consegue fazê-lo é bem legal. [Spectrum IEEE]