Para quem duvidava que um smartphone de 5,3 polegadas com caneta stylus faria sucesso, a Samsung tem um número bem alto: 2 milhões. É a quantidade de Galaxy Notes que a Samsung vendeu no mundo desde seu lançamento em outubro, segundo a Forbes. A tela dos Androids vem crescendo ao longo dos anos, mas agora rompeu um novo limite – parece que a Samsung descobriu mesmo um novo nicho de mercado.

Até o final de 2011, a Samsung já havia distribuído mais de um milhão de Galaxy Notes. Mas este ano, quando o Note estreou nos EUA, eles investiram bem forte em marketing: propagandas em todo lugar, o comercial polêmico no Superbowl (evento da TV mais assistido do mundo) que lhe custou US$10 milhões, e os questionáveis Street Challenges. A Samsung planeja vender mais 10 milhões de Notes até o final do ano.

Em reviews, todo mundo aponta como o tamanho do Galaxy Note limita seu público-alvo, mas foram poucos a criticá-lo duramente, como o BGR:

Smartphones como o Galaxy Note e o LG Vu foram longe demais, e eles são adequados para um subconjunto tão pequeo de usuários de smartphone que eles provavelmente não precisam existir. Se o Galaxy Note fosse 20% menor, ele seria um smartphone fantástico. Se ele fosse 20% maior, ele seria um ótimo tablet pequeno. Com 146,85 x 82,95 x 9,65 mm, no entanto, ele é uma resposta sem pergunta.

Pelo vsto, assim como os tablets preencheram o espaço entre laptops e smartphones, o Note parece ter aberto o nicho entre smartphones e tablets. E ele é um bom aparelho, como apontam diversos reviews – CNET, Engadget, Wired e The Verge:

O Galaxy Note não consegue substituir um, muito menos todos, os dispositivos móveis que ele mira [smartphone, tablet e bloco de notas], mas isto não o torna um tabletphone ruim. Pelo contrário. Seu processador dual-core é realmente potente, a câmera de 8 megapixels jorra qualidade em cada imagem, e a tela WXGA Super AMOLED é tanto linda  como densa o bastante para você esquecer que ela é Pentile.

Agora só resta a dúvida: o Galaxy Note é exceção, ou os phablets vieram para ficar? [Forbes via 9to5Google]