Pense em um smartphone Android com tela de 4″, CPU dual-core de 1GHz, câmera HD de 5MP e bateria de 2.000mAh. Você pagaria R$1.700 por ele? E se ele tiver um picoprojetor? Esta é a pergunta que você precisa responder até o final de junho, quando o Samsung Galaxy Beam deve chegar oficialmente ao Brasil.

O Galaxy Beam é um smartphone de especificações médias, mas que se destaca pelo picoprojetor na parte de cima, com 15 lúmens e resolução nHD (640 x 360) que pode criar “uma projeção nítida e de alta resolução com até 1,3m de largura”, segundo a Samsung. Este não é o primeiro Android com projetor – a própria Samsung já lançou um destes (fora do Brasil) em 2010 – mas pode ser a primeira vez que vemos picoprojetores fora de xing-lings por aqui.

O preço, no entanto, é salgado: Roberto Soboll, diretor de produtos telecom da Samsung, disse em coletiva que “o preço nosso de referência é em torno de R$1.700”. Faz sentido cobrar tanto por um aparelho mid-end, principalmente quando – de acordo com o próprio Soboll – menos de 5% dos smartphones vendidos no Brasil custam mais de R$1.000? É difícil imaginar que a Samsung realmente cobre tanto, mas rumores dizem que ele custará R$1.100 no Reino Unido – some os impostos e o preço brasileiro não deve ficar muito longe dos R$1.700.

E o Galaxy Beam foi anunciado há um mês, mas ainda roda Android 2.3. Por que, Samsung? Soboll diz que “o time-to-market foi o que nos levou a colocar Gingerbread”. Basicamente, colocar Ice Cream Sandwich iria demorar, então eles lançaram com Android antigo e prometem atualizá-lo – “não tem uma data ainda”, diz Soboll. Segundo ele, o Beam está em processo de homologação.

O Gizmodo Brasil está no Samsung Fórum 2012 em Lima, Peru, a convite da Samsung.