A Samsung revelou, em evento no Rio de Janeiro, os detalhes de lançamento do Galaxy S4, anunciado pela primeira vez em março.

Nós já vimos os pormenores do S4, os truques inteligentes e mais – no entanto, ainda há alguns detalhes a conhecer sobre o modelo brasileiro.

Primeiro, os preços: o modelo 3G custará R$2.399, enquanto o 4G sairá por R$2.499. Ele chega às lojas do Sudeste e Brasília em 8 de maio; e no restante do país em 16 de maio. Como explicou Michel Piestun, vice-presidente de telecomunicações da Samsung no Brasil, todos os aparelhos vendidos serão fabricados no Brasil, nas fábricas de Campinas e Manaus.

Inicialmente, nós teremos apenas o modelo de 16GB. Piestun diz se tratar de uma questão mercadológica: para ele, esse armazenamento interno mais um cartão de memória de até 64GB pode ser visto como o bastante para o consumidor. Havendo demanda, eles poderiam trazer versões com armazenamento maior.

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Ele também ressalta que o aparelho vendido no Brasil tem suporte a seis bandas de 4G, com todas as frequências usadas na Europa. A Samsung ainda revela pouco sobre as frequências específicas, mas garante que o S4 brasileiro pode aproveitar a rede LTE de muitos países – exceto dos EUA, que usam frequências diferentes.

Roberto Soboll, diretor de produtos de telecomunicações, diz que a Samsung vai concentrar suas atenções no 4G ao longo do ano, enquanto as operadoras expandem a cobertura e ensinam o consumidor como a nova rede funciona – ainda há muitos perguntando se o modelo 4G funciona no 3G.

Soboll também respondeu a rumores de que a linha Galaxy S nacional não teria Gorilla Glass. Ele diz que, para implementar o vidro mais resistente, ele precisa fazer parte da construção do display – não é uma peça separada. Então, se o objetivo fosse economizar, “não valeria a pena”, diz o executivo: os gastos para fabricar a nova peça seriam maiores. Soboll afirma que não há diferença entre o Galaxy S4 vendido no Brasil, EUA e Europa, por exemplo – salvo as frequências (3G/4G) suportadas pelo aparelho: todos possuem o novo Gorilla Glass 3.

Ele também sugere que um modelo dual-chip do Galaxy S4, já anunciado na China, seria difícil de fazer no Brasil. Lá, o aparelho usa uma tecnologia diferente – um misto de GSM com CDMA – então seria preciso desenvolver um modelo especifico que funcionasse por aqui. Mas ele promete investir em mais aparelhos dual-SIM com especificações melhores, como o Galaxy Gran Duos.

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Para lançar o Galaxy S4 no Brasil, a Samsung preparou um evento no Rio de Janeiro que não repetiu as bizarrices que vimos em Nova York há mais de um mês. Sim, teve menino trazendo o aparelho ao palco em uma caixa branca, e dançarinos pendurados no teto correndo pelas paredes, mas a maior parte do evento consistiu em ver Dan Stulbach extremamente animado (sério, ele estava empolgado) dividir a cena com Michel Piestun.

Foi uma boa chance de ver o que o Galaxy S4 brasileiro vai oferecer.

O aparelho, assim como em outras partes do mundo, tem 136,6 x 69,8 x 7,9 mm. Visto ao lado de um Galaxy S3, as diferenças são pequenas: ele é um pouco mais alto, e sua tela tem bordas menores. E com 130g, ele é tão leve que mal pesa na mão – parece que não há nada dentro dele, que estamos levantando apenas a parte externa em plástico.

E sim, o acabamento em plástico é um pouco estranho quando você começa a usá-lo. De alguma forma, ele parece ser menos “premium” que o próprio Galaxy S3 – nem mesmo as suas laterais que imitam alumínio ajudam muito. Isso considerando o seu acabamento, é claro – em relação ao software a história é diferente.

A tela de 5″ com resolução Full-HD, como esperado, é extremamente nítida, e o painel Super AMOLED deixa as cores mais intensas e saturadas – há quem goste, há quem odeie. Em questão de desempenho, no entanto, ele impressiona: mesmo abrindo diversos programas, rodando vários joguinhos e usando-o rápido, o Galaxy S4 aguenta o tranco – é difícil fazê-lo engasgar.

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Todos os truques inteligentes estão lá, alguns funcionando melhor do que outros. Navegamos por fotos passando a mão por cima da tela (Air Gesture); fizemos um vídeo pausar deixando de olhar para a tela (Smart Pause); e rolamos uma página da web levantando e abaixando a cabeça (Smart Scroll). Os gestos com a mão funcionam na maioria das vezes; o reconhecimento de olhos, por sua vez, era mais imprevisível – também por causa da iluminação fraca na sala de testes. É uma pena que esses recursos estejam limitados a apps da própria Samsung: não dá para deslizar páginas do Chrome, por exemplo – só do navegador padrão embutido.

O S Voice, assistente por voz da Samsung, ainda não está disponível em português do Brasil. No entanto, o S Translator – que consegue ouvir o que você fala e traduzir para outro idioma – funciona com nossa língua. Uma pena que o local de teste estava muito barulhento para o app nos entender direito.

A câmera também conta com todos os modos de foto vindos da Galaxy Camera. É possível tirar fotos sequenciais e remover alguma pessoa que estrague a imagem; colocar você na foto usando o recurso Dual Shot; ou criar GIFs animados como este Galaxy S4 que anda pela mesa. O desempenho em pouca luz, no nosso rápido teste, foi ruim: as imagens nunca apareciam nítidas o bastante, e pareciam muito suavizadas quando vistas na tela do aparelho.

O Galaxy S4 brasileiro terá acesso a conteúdo da Abril – Manoel Lemos, executivo da empresa, até esteve no evento para revelar a parceria, que vai incluir conteúdo da editora na loja Samsung Apps – um deles será o app “1001 Lugares” do Quatro Rodas. A Samsung insiste em embutir sua própria loja de apps, sem grandes destaques em relação ao Google Play, além do Samsung Hub – uma loja de filmes e livros com conteúdo semelhante ao que o Google oferece.

Com o app WatchON, o S4 também funciona como controle remoto no Brasil: testamos numa TV de demonstração da Samsung, e conseguimos desligá-la com o toque de um botão. O blaster infravermelho funciona com TVs de várias marcas (LG, Sony etc.) e outros itens como leitores de Blu-ray, home theathers e mais. Ele não exige equipamentos adicionais, e funciona como um controle remoto universal. No entanto, o guia de programação disponível no WatchON americano (e de outros países) não funciona no Brasil. O blaster IR também pode transmitir códigos de barras, mas a Samsung Brasil mal fez menção dessa funcionalidade.

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Quanto aos acessórios, a Samsung mostrou apenas as capas e o carregador sem fio para o aparelho, prometendo trazê-los ao Brasil; as capas devem chegar ao mercado junto com o aparelho. Os complementos para o S Health, como o monitor de batimentos cardíacos, a balança Body Scale e a pulseira S Band, não foram mencionados – e nem aquele joystick bizarro.

O Samsung Galaxy S4 chega ao Brasil nas próximas semanas, por R$2.399 (3G) ou R$2.499 (4G). Se você mora no Sudeste ou em Brasília, aguarde-o em 8 de maio; no restante do país, ele chega em 16 de maio.

Colaborou: Daniel Junqueira.