Na lista de materiais para a simulação de cérebro de gato da IBM: 147.456 processadores PowerPC, 143 terabytes de RAM, quilômetros e quilômetros de cabos, um milhão de watts de eletricidade, 6.675 toneladas de aparelhos de ar condicionado, e mais de 4.000 metros quadrados de área utilizada.

Gatos: eles são meio burros. Eles só parecem mais espertos do que cachorros porque eles não são tão amigáveis, e a nossa sociedade julga mal quem é simpático demais. É verdade! uma teoria interessante! É por isso que, depois de um cérebro de rato, simular um cérebro de gato em um computador BlueGene/P era a próxima tarefa na lista de afazeres da IBM.

Falamos tanto de gato, mas a ideia nem é criar um animal de estimação computadorizado: isso tudo é parte de um projeto maior, e em andamento, de simular o cérebro de um humano. A equivalência a um cérebro de gato, derivada do número de neurônios e sinapses que a simulação consegue aguentar — 1,6 bilhão e 9 trilhões, respectivamente — dá uma ideia de como o projeto ainda tem muito pela frente: apesar de ser o maior cérebro simulado que existe, o supercomputador só conseguiria simular o córtex visual humano, ou como a Popular Mechanics delicadamente diz, "a camada enrugada externa" do cérebro humano.

Então em quanto tempo até um supercomputador conseguir simular um córtex humano? (Não é exatamente simular, já que o computador não tem os mesmos padrões neurais e capacidade de aprendizado de um cérebro de verdade, entre outros.) Mas então, em quanto tempo? Estranhamente, em breve, diz o cientista que comanda o projeto:

Para [simular um córtex humano], ele vai precisar de 1.000 vezes mais poder de processamento. Na taxa à qual os supercomputadores evoluíram nos últimos anos, o super-supercomputador poderia existir em 2019. "Isto não é só possível, é inevitável", diz Modha. "Isto vai acontecer."

A gente precisa parar de se preocupar quanto ao futuro, sério: antes que a gente precise se preocupar com robôs autoconscientes se rebelando contra nós, o problema serão décadas de animais de estimação que não são animais de estimação extremamente burros e extremamente caros. [Popular Mechanics]