Cientistas da Grã-Bretanha estão preocupados com o avanço de experimentos envolvendo o implante células e tecidos humanos em animais e pedem para que o governo estipule regras mais rígidas para esse tipo de pesquisa.

Eles afirmam que não são contra pesquisas médicas envolvendo animais – um dos pesquisadores afirma que elas são de “extraordinária importância” –, porém deve haver limites para evitar que primatas, por exemplo, ao terem uma grande quantidade de células humanas injetadas em seu cérebro, comecem a falar ou pensar como nós.

Os cientistas fizeram um relatório onde falam sobre os aspectos científicos, sociais, de segurança, éticos e aspectos regulamentários. O relatório propõe que os experimentos relacionados a primatas devem ser classificados em três categorias para determinar quão pesada será a regulamentação a qual ele ficará sujeito.

Mas a maior preocupação os pesquisadores são pesquisas envolvendo modificações do cérebro do animal que poderia levar a funções cerebrais similares a de humanos, experimentos que podem levar a fertilização de óvulos e esperma humano em um animal e a modificação de um animal para criar características percebidas como exclusivamente humanas, como as formas do rosto, textura da pele ou capacidade de falar.

Macacos falantes realmente seriam assustadores, mas se realmente existir possibilidade de animais desenvolverem “características humanas”, esse seria o menor de nossos problemas. Será que esses caras nunca assistiram Planeta dos macacos – ou será que assistiram demais?

O relatório completo pode ser acessado na página da Academia de Ciências Médicas da Grã-Bretanha. [BBC Brasil – Valeu, Vagner “Ligeirinho”!]