Empresas que bloqueiam redes sociais não são novidade para ninguém. Já um relatório feito em quatro países mostra o outro lado da moeda: 21% dos entrevistados largariam o emprego caso não pudessem mais dar uma volta nos álbuns alheios do Facebook ou do orkut.

O relatório, encomendado pela Clearswift e feito com 1.600 trabalhadores dos EUA, Inglaterra, Alemanha e Austrália, dá a entender que esses 21% fazem parte da geração “Stand By”, ou seja, o tipo de gente que não consegue mais apenas trabalhar ou ter vida social, e sim misturar as duas coisas. Isso, como já disse a Universidade de Melbourne em uma pesquisa do ano passado, só melhora a produtividade das pessoas. Sim, dar uma fuçada no Twitter ou checar sua colheita no FarmVille não te impede de fazer um bom trabalho, pode falar isso para o seu chefe.

Enquanto isso, a sensação é que as empresas estão indo contra a maré, pelo menos no Brasil. Uma pesquisa recente da Manpower indica que 55% das empresas brasileiras bloqueiam o acesso às redes sociais. Ainda segundo o relatório, isso seria mais do que o dobro da média mundial, de apenas 20%.

Ao lado das empresas bloqueadoras fica o argumento de que as redes sociais são um prato cheio para invasores e vírus de todos os tipos. Mas o relatório da Clearswift também diz que 79% dos entrevistados ligam mais para a confiança e liberdade dada pelo empregador do que para cargos e salários mais altos. E você? Pediria demissão se sua empresa o impedisse de navegar livre, leve e solto? [via CIO

Crédito da imagem: Tolices do Orkut