O combustível continua a ser a maior despesa operacional para as companhias aéreas e a expectativa é que custe a elas US$ 40 bilhões só neste ano. Por isso, o MIT está desenvolvendo um novo estilo de aeronave que poderia voar com cerca de 30% do que precisa, hoje, um 737.

A configuração do D8 “Bolha Dupla”, atualmente sendo desenvolvido por um time de pesquisa do MIT em conjunto com a NASA, é feito para maximizar a eficiência do combustível. Seu design com corredor duplo não apenas dobra a capacidade do avião (e permite carregar mais passageiros por peso de combustível), ele também amplia a fuselagem, o que aumenta a sustentação do avião e possibilita o uso de asas bem menores. O D8 também traz motores não sob as asas, mas na base da sua traseira. Isso minimiza a resistência por jogar a saída dos motores para trás, no rastro do avião. De acordo com o Aviation Week,

“Mark Drela, professor do MIT que desenvolveu a ferramenta de otimização TASOPT usada para criar o D8, diz que as vantagens aerodinâmicas vêm da elevação da fuselagem, que por sua vez encolhe as asas; o nariz do avião para cima, arrebitado, que encolhe a cauda horizontal; e a redução do número Mach de 0,80 para 0,72, que permite asas mais leves e eficientes.”

Do total de 70% de combustível economizado, incríveis 49%  derivam apenas das alterações no design, não da aplicação de uma nova estrutura ou materiais do motor. A próxima fase de testes do avião trará um modelo em escala 1/11. Se bem sucedido, os trabalhos no desenvolvimento continuarão e os céus estarão cheios de “Bolhas Duplas” por volta de 2035. Considerando que não estejamos sem combustível até lá. [MIT via Aviation Week via DVice]