O Siri quase saiu para o Android – mais especificamente para a linha Droid, da Motorola e da Verizon – mas a startup que criou o app acabou sendo comprada pela Apple e frustrou os planos da Verizon.

A história do assistente digital do iPhone foi contada em uma longa matéria do Huffington Post. Em 2009, meses antes da Apple comprar a empresa que criou o app, a Verizon planejava incluir o Siri em todos os seus smartphones com Android – especialmente a linha Droid, feita em parceria com a Motorola e que é conhecida como Milestone por aqui.

O acordo estava encaminhado: a operadora já tinha assinado um contrato com a startup que estava desenvolvendo o app e já começava, gastar milhares de dólares para produzir anúncios. A Verizon acreditava que o software poderia ser fundamental para o sucesso dos Droids e do Android em geral a partir de 2010. Mas Dag Kittlaus, criador do Siri, se encontrou com Steve Jobs e acabou com os planos da Verizon.

O encontro de Jobs com Kittlaus ocorreu em fevereiro de 2010, algumas semanas após o lançamento da versão de iPhone do app. Jobs procurou o criador do Siri e o chamou para uma conversa. O fundador da Apple falou que queria comprar o Siri e insistiu para torná-lo excluviso do iPhone. Resultado: a empresa criada por Kittlaus foi comprada por algo entre US$ 150 milhões e US$ 250 milhões, ele se tornou exclusivo do iPhone e o contrato com a Verizon foi descartado.

Pouco depois de ter sido comprado pela Apple, o Siri foi retirado da App Store. E, em outubro de 2011, 16 meses depois da conversa entre Jobs e Kittlaus, ele foi apresentado como um dos grandes recursos do iPhone 4S – mas, até hoje, ele não é exatamente uma das funções mais populares dos aparelhos da Apple.

O artigo fala do começo do desenvolvimento do Siri – a partir de um projeto de inteligência artificial desenvolvido pelo departamento de defesa dos Estados Unidos (DARPA) entre 2003 e 2008 – e o que reserva para o futuro dos assistentes digitais. Eles não vão somente receber atualizações de softwares como podem muito bem ajudar a realizar pequenas tarefas diárias – como, por exemplo, quando você visita muitos museus em pouco tempo, o assistente já lista quais são as exposições disponíveis e onde elas estão para agilizar a sua vida. Se ele vai chegar a esse ponto não sabemos. Hoje parece bem distante disso – há relatos de vezes que o Siri confunde cidades com nomes parecidos em diferentes estados e acaba mais atrapalhando do que ajudando o usuário. [Huffington Post via Gizmodo US]