O gadget: O Sony Ericsson Xperia X1 é o novo smartphone top de linha da marca. Com a nova interface Panels, teclado QWERTY completo, 3G e touchscreen de 800 x 480 em um corpo todo de metal, será o Xperia X1 bom o suficiente para ameaçar seus concorrentes?

O preço: US$ 800 (sem exigência de contrato ou operadora) [nos EUA].

se_xperia_x1_0001se_xperia_x1_0004se_xperia_x1_0002se_xperia_x1_0005se_xperia_x1_0007se_xperia_x1_0006se_xperia_x1_0011se_xperia_x1_0012se_xperia_x1_0017se_xperia_x1_0018se_xperia_x1_0019se_xperia_x1_0000

O veredicto: O Xperia X1 tem coisas boas e ruins. Para cada coisa boa que ele faz, parece haver algo ruim para estragar. É um telefone bem construído, que parece ser extremamente sólido nas mãos. Por outro lado, não é exatamente o mais leve ou o mais fino celular disponível (mesmo para um slider). O processador de 528 MHz e os 256 MB de RAM proporcionam potência suficiente para o aparelho rodar macio… na maioria das vezes.

A tela de 800 x 480 é ótima, até por ter toda essa resolução em uma área de 2,8 polegadas. Vídeos e imagens são brilhantes, vibrantes e nítidos. O fato de usar tecnologia resistiva de toque, porém, não é legal. Meu aspecto favorito do hardware desse telefone é o teclado. As teclas são bem espaçadas, responsivas, e eu raramente erro a digitação em meus textos; isso permite que eu me concentre no que eu estou dizendo de fato, em vez de me preocupar se estou digitando tudo certinho. O aparelho também tem um sensor óptico, no meio do direcional de quatro direções, no qual você desliza o dedo para fazer a rolagem para cima, baixo, esquerda ou direita. É um uso interessante de tecnologia, mas parece um pouco estranho, tipo um troço mais para chamar a atenção mesmo, pois o aparelho já tem a touchscreen e o direcional, que tornam o sensor meio desnecessário.

Quanto ao software, o grande lance do Xperia é sua interface customizável de painéis, com diferentes tipos de telas home, interface de media player e até uma tela voltada ao Google. Quando selecionados, esses painéis servem como a tela padrão para o seu telefone, e toda a navegação é direcionada de volta aos painéis. Na teoria, é uma boa idéia. Mas quando você está em um painel que não é montado em torno de uma tela com estilo atual e quer checar rapidamente chamadas perdidas e mensagens que você pode ter recebido, a interface se torna um pouco incômoda.

Mas há um painel que se destaca: o Media Player. A Sony Ericsson inspirou-se no PSP e no PS3 e criou uma interface que é tão atraente quanto funcional. Limpa e organizada, o media player conta com grandes ícones e botões que funcionam bem sem uma stylus. Você pode assistir a filmes, ouvir música, ver fotos ou até abrir sua lista de contatos para fazer uma chamada rápida. Depois do teclado, esse é provavelmente o meu recurso favorito do Xperia X1.

se_xperia_x1_0008se_xperia_x1_0009se_xperia_x1_0010se_xperia_x1_0013se_xperia_x1_0014se_xperia_x1_0015se_xperia_x1_0016

Em termos de chamadas, a força do sinal e a clareza na ligação foram geralmente boas nas partes da Bay Area em que eu testei, mas as telas do aparelho poderiam ser mais bem projetadas. Quando você aperta o botão de chamada em sua tela home, aparece um teclado com uma lista de telefonemas recentes. Acima do teclado, uma série de ícones para histórico de chamadas, favoritos e contatos. Na subtela de histórico de chamadas, à primeira vista é um pouco difícil identificar quais são as ligações perdidas, as discadas e as recebidas.

A duração da bateria é ótima – posso fazer chamadas, navegar na internet e ver vídeos em níveis moderados por dois ou três dias sem recarregá-la. A câmera de 3,2 MP tem um sensor muito bom, que tira fotos cristalinas, e usa toques na tela para focar automaticamente um objeto específico. Mas o obturador lento – principalmente em luz baixa – prejudica a câmera. De resto, a experiência com software no Xperia está dentro do padrão do Windows Mobile.

No geral, os upgrades de softwares customizados que a Sony Ericsson adicionou ao WinMo 6.1 são bons, mas parecem meio jogados – elementos aleatórios do 6.1 aparecem sobre a interface customizada quando você recebe chamada ou texto, mensagens de texto e ligações perdidas não são reportadas, a tela fica congelada quando você tenta mudar para outro painel/aplicativo. É como se a Sony Ericsson tivesse escolhido o WinMo por negligência, não porque era o sistema operacional mobile que eles realmente queriam.

Para ser direto, o Xperia X1 não está à altura dos melhores smartphones do mercado de modo geral. Seja pelo alto preço de US$ 800, pela touchscreen resistiva com stylus ou pela câmera de 3,2 MP, esse é um aparelho que interessaria mais aos early adopters um ou dois anos atrás. Não é que o Xperia X1 seja ruim – pelo contrário, é um aparelho muito respeitável. Ele apenas não é bom o suficiente para justificar o preço quando existem opções melhores e mais baratas. [Xperia no Giz US]