Não é só no Brasil que um substituto alimentar vem causando controvérsias. No entanto, em vez de farinha, o Canadá vem encontrando problemas com o Soylent, a bebida alimentar que substitui refeições. A Canadian Food Inspection Agency (CFIA), a agência reguladora de alimentos do país, bloqueou todas as remessas de Soylent. E o motivo: a bebida não é considerada uma refeição real — mesmo para quem não tem hábitos alimentares.

O Soylent começou a ser vendido no Canadá em julho de 2015, mas a CFIA não ficou tão entusiasmada em ter o produto no país.

De acordo com um anúncio de Rob Rhinehart, CEO da Rosa Foods e ex-engenheiro de software que criou o Soylent, a CFIA disse a empresa no início de outubro que o produto deles “não atendia alguns dos poucos requisitos da CFIA para [ser considerado] um ‘substituto alimentar’”.

Desde que Rhinehart introduziu o Soylent em 2013, ele o comercializa como uma bebida para substituir refeições. O produto era recomendado para programadores e outros profissionais que não queriam gastar tempo longe do computador, mesmo para a mais simples e necessária das atividades, comer.

Inclusive, inicialmente, durante o lançamento do produto, a companhia afirmava que o Soylent providenciava todas as necessidades nutricionais de um humano. No entanto, diversos cientistas e jornalistas contestaram a afirmação e agora o site oficial do produto informa que a refeição líquida de 400 calorias fornece 20% das necessidades nutricionais diárias.

A Rosa Food cumprirá a decisão da CFIA, mesmo com Rhinehart e sua equipe afirmando que “estes requerimentos não condizem com o atual entendimento humano de necessidades nutricionais”.

Nas respostas de um questionário sobre o problema, a companhia assegurou potenciais canadenses bebedores de Soylent que “não há nada errado com o Soylent que você consome, este problema surgiu devido a adequações regulatórias, não devido a qualidade do produto”.

Então, não há com o que se preocupar, está tudo bem com a meleca que muitos tomam porque não querem gastar tempo comendo direito.

[Soylent via Ars Technica]