Um dia você precisará encarar isso – espero que não em breve! Seus entes queridos devem ganhar acesso à sua vida digital, dos seus emails à conta do Instagram, após a sua morte? Nos EUA, advogados estão criando leis que permitem que isso aconteça.

Esse é um dos maiores dilemas legais dos tempos modernos, e poucos lugares têm leis para isso. Um pai deve ganhar acesso ao Facebook do filho após a morte dele? Uma esposa pode ter acesso ao email do falecido marido? Nos EUA, um grupo de advogados se uniu recentemente para discutir a questão, e definiu uma lei que dará acesso à vida digital de pessoas falecidas aos seus entes queridos. A não ser que a pessoa morta tenha especificado o contrário.

Como diz a AP, atualmente é muito difícil ganhar acesso a essas coisas:

Muitas pessoas acreditam que podem decidir o que acontece ao compartilhar senhas com parentes que confiam ou como parte do testamento. Mas além da possibilidade de expor senhas quando um testamento se tornar registro público, leis anti-hackers e “termos de serviços” de empresas proíbem que uma pessoa tenha acesso a uma conta que não é dela. Isso significa que os entes queridos se tornam criminosos ao entrar na conta pessoal de uma pessoa morta.

E isso levando em conta que eles tenham a senha. Brigar com gigantes como o Google torna tudo ainda mais complicado. E, para uma família de luto, pode se tornar algo impossível.

Essa lei daria acesso – mas não controle – às contas dessa pessoa, a não ser que ela tenha escrito em seu testamento que não quer assim. Existem muitos problemas de privacidade por aqui, no entanto. Devemos criar um testamento quando vivos para garantir que nosso pais, cônjuges e filhos não tenham acesso aos nossos emails?  [AP]

Imagem: Maksim Kabakou