A Terra, o Sol, a Galáxia de Andrômeda, estão todos por aí desde muito antes da  humanidade surgir. Então, é estranho quando uma luz subitamente surge no horizonte. Ainda mais quando essa luz se trata de uma nova e estranha explosão, podendo ser uma das ocorrências mais esquisitas até então – e ela não é única.

Uma equipe internacional de cientistas reporta um novo tipo de explosão a bilhões de anos luz de distância que eles não conseguem explicar muito bem. Talvez seja uma supernova. Ou talvez uma estrela sendo engolida por um buraco negro. Ou talvez seja algo novo e completamente diferente.

“Para começar, eu adoro supernovas, então fiquei entusiasmado que esta poderia ser a supernova mais poderosa da história”, disse Peter Lundqvist, da Universidade de Estocolmo, na Suécia, ao Gizmodo. “Mas comecei a criar dúvidas”.

A mais brilhante das novas fontes é chamada de PS1-10adi, uma explosão de energia mil vezes mais brilhante que uma supernova comum localizada nas proximidades do centro de uma distante galáxia . Ela era quase tão brilhante quando a hospedeira da galáxia.

Essa explosão apareceu na pesquisa telescópica do universo distante, incluindo o telescópio Pan-STARRS1 no Havaí. Os pesquisadores acompanharam a ocorrência com outros telescópios e observaram a fonte do grande brilho cessar lentamente pelo período de mil dias. Para comparação, supernovas normais perdem o brilho em cerca de 200 dias.

Enquanto completavam a pesquisa, pesquisadores encontraram uma população de explosões como a PS1-10adi. Eles explicam que estas explosões foram incorretamente associadas com atividades de buracos negros no centro destas galáxias, de acordo com um artigo publicado nessa semana na Nature Astronomy.

Além da incrivelmente brilhante supernova, cientistas propõem que isso possa se tratar de um novo evento – um em que um buraco negro engole uma estrela. Talvez a alta densidade ao redor de enormes buracos negros possam criar condições adequadas para diferentes tipos de explosões.

Mas, independente do que seja a PS1-10adi, ela é definitivamente interessante.

[Nature Astronomy]

Imagem de topo: Brian Monroe/NASA