Se você tem centenas de milhares de dólares, agora você pode comprar um artefato histórico único: o telefone pessoal de Hitler.

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O telefone será vendido pela Alexander Historical Auctions, em Maryland, com preço estimado em US$ 200 mil e US$ 300 mil. Ele foi tirado do bunker de Hitler pouco após sua morte, pelo brigadeiro Sir Ralph Rayner, que morreu em 1977; seu filho, Ranulf, herdou o telefone. De acordo com o anúncio do leilão, Rayner recebeu o artefato de oficiais russos:

Muito provavelmente o primeiro vitorioso não-soviético a entrar na cidade, Rayner foi à chancelaria, onde oficiais russos lhe ofereceram um tour. Ao entrar no quartel privado de Hitler, ofereceram a Rayner primeiro o telefone de Eva Braun, que ele educadamente recusou, alegando que sua cor favorita era o vermelho. Os anfitriões russos então ficaram satisfeitos de entregar-lhe um telefone vermelho – o mesmo ofertado aqui.

O anúncio segue contando a história singular horripilante do telefone:

Seria impossível encontrar uma relíquia mais impactante do que a ferramenta primária usada pelo homem mais malvado da história, que aniquilou incontáveis inocentes, devastou milhares de quilômetros de terra e, no fim, destruiu seu próprio país e seu próprio povo, com efeitos que ameaçadoramente reverberam até hoje.

A casa de leilão também publicou uma entrevista no YouTube com o dono do telefone, no qual ele aponta que Hitler usou o telefone “como um celular”, levando-o consigo para onde fosse:

Bill Panagopulos, proprietário do Alexander Historical Auctions, diz que o leilão não tende a atrair neonazistas para comprar memorabilia nazista, porque “eles são simplesmente muito incultos para entender” e tendem a querer “seus próprios símbolos” em vez de equipamentos nazistas históricos. Aliás, ele diz que grande parte de seus consumidores são judeus, “porque eles entendem a importância da preservação” de tais artefatos.

Isso é encorajador de se ouvir, porque a casa de leilão está vendendo vários outros itens perturbadores: carimbos de tatuagem de metal, do tipo que era usado para marcar os internos em Auschwitz (embora Panagopulos diga que esses não foram necessariamente usados no campo de concentração), e vários itens da juventude de Hitler, incluindo slides de uma apresentação antissemita e uma faca.

De acordo com Panagopulos, Rayner está vendendo o telefone porque os custos do seguro eram altos, e ele espera que um museu compre o artefato.

[CNN]