O escritório de arquitetura Adrian Smith + Gordon Gill, um dos líderes mundiais em arranha-céus, revelou os planos para as torres “Dancing Dragons”: elas vão embelezar a vista de Seul, Coreia do Sul, com uma fachada que lembra as escamas de um dragão.

As duas torres, uma com 88 e outra com 77 andares, terão “escamas” de vidro na fachada. Estes painéis, com 60cm de espessura cada de espaço entre eles, permitem que o edifício respire, e compõem o sistema de circulação de ar e ventilação nas torres. Elas têm 450m e 390m de altura.

As torres “Dancing Dragons” são inspiradas por dragões coreanos. Mas elas dançam mesmo? Na verdade, não: só parece. “Há uma relação compreensiva e complementar entre as duas massas no nível dos cortes [diagonais na fachada], quase como se elas estivessem dançando”, diz o arquiteto Adrian Smith no release à imprensa.

Cada torre será um “officetel” – ou seja, terá apartamentos residenciais e comerciais no mesmo prédio. Isto é bastante comum na Coreia. Elas também terão um arsenal de iniciativas “verdes”: painéis solares no topo, aquecimento por irradiação, células de combustível na base do prédio, e janelas que evitam a perda de calor. Em Seul, as temperaturas giram em torno de 5°C de novembro a março.

Este projeto ainda precisa ser aprovado, mas o escritório Smith+Gill tem um bom histórico nisso: eles criaram o projeto do arranha-céu Burj Khalifa, já construído; e também da Kingdom Tower com 1km de altura, cuja construção já foi autorizada. [Smith+Gill via Inhabitat]