O CEO do Twitter, Jack Dorsey, admitiu na sexta-feira (13) que a abordagem minimalista da empresa na moderação de conteúdo não estava funcionando, dizendo que o site está comprometido em tomar uma “posição mais agressiva em nossas regras e em como as aplicamos”, depois de numerosos pesadelos de relações públicas muito falados.

“Vemos vozes sendo silenciadas no Twitter todos os dias”, escreveu Dorsey. “Vínhamos trabalhando para neutralizar isso nos últimos dois anos.”

“… Hoje, vimos vozes se silenciando e outras se expressando porque nós *ainda* não estamos fazendo o bastante”, continuou. “Temos trabalhado intensamente nos últimos meses e focamos hoje em tomar algumas decisões críticas.”

Dorsey acrescentou que as novas regras visarão “avanços sexuais indesejados, nudez não-consensual, símbolos de ódio, grupos violentos e tweets que glorifiquem a violência”, o que significa que, sim, talvez alguém finalmente vai banir todos aqueles perfis que postam suásticas no site.

(“2/ Priorizamos isso em 2016. Atualizamos nossas políticas e aumentamos o tamanho de nossas equipes. Não foi suficiente”)

(“4/ Hoje, vimos vozes se silenciando e outras se expressando porque nós *ainda* não estamos fazendo o bastante.”)

(“6/ Decidimos assumir uma posição mais agressiva em nossas regras e em como as aplicamos.”)

(“8/ Essas mudanças vão começar a sair nas próximas semanas. Compartilharemos mais na próxima semana.”)

(“Estou muito orgulhoso do Twitter hoje. Decisões corajosas que significarão uma mudança real e positiva.”)

O anúncio de Dorsey vem depois das campanhas #WomenBoycottTwitter e #WOCAffirmaton, feitas para boicotar o site ou destacar as contribuições de mulheres de minorias étnicas, respectivamente. Na semana passada, o Twitter tomou a terrível decisão de suspender a atriz Rose McGowan depois de ela se expressar contra o abusador sexual em série Harvey Weinstein e mandar Ben Affleck “se foder” por ser conivente com ele.

A decisão vem também, em geral, depois de anos de usuários implorando ao Twitter para levar suas regras mais a sério já que neonazistas, supremacistas brancos e seus ajudantes “alt-right” agiam desenfreadamente no site, e graças à aplicação frouxa das regras, que levou a cenários ridículos, como babacas postando fotos editadas no Photoshop de outros usuários em câmaras de gás sem consequência alguma. Às vezes, o público da extrema direita pareceu de fato no controle do site, abusando das ferramentas de denúncia de assédio do site para atacar seus próprios inimigos.

Esperamos que a decisão de Dorsey leve o site a contratar mais moderadores humanos e a treiná-los para tomar decisões que melhorem a qualidade geral do site, algo que poderia forçar outros gigantes das redes sociais, como o Facebook, a começarem a levar a moderação mais a sério também.

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