O Twitter começa a testar hoje (26) tweets com o dobro dos 140 caracteres que nos acostumamos a usar. A mudança foi anunciada em uma nova postagem no blog oficial da rede e será testada, inicialmente, por um pequeno grupo de usuários antes de ser liberada para todo o restante do mundo.

O novo limite de caracteres no Twitter, de 140 para 280 caracteres. (Imagem: Twitter)

Aliza Rosen, gerente de produto do Twitter, explica que a mudança se dá pois uma grande porcentagem dos usuários de língua inglesa atingem o limite de caracteres, sendo obrigados a abreviar ou até cortar palavras por completo para conseguir enviar um tweet com o limite de 140 caracateres.

Isso, no entanto, não acontece com usuários que tweetam em japonês. “Porque em línguas como japonês, koreano e chinês você pode transmitir o dobro de informação em um caractere do que outras línguas, como inglês, espanhol, português e francês”, explica Rosen. “Queremos que qualquer pessoa no mundo possa facilmente se expressar no Twitter, então […] tentaremos um limite mais longo, de 280 caracteres, em línguas que são impactadas pelo amontoamento (que são todas exceto japonês, chinês e coreano)”.

Como explica o gráfico, a maioria dos tweets em inglês têm 34 caracteres, enquanto a maioria dos tweets em japonês têm 15. Além disso, 9% de todos os tweets em inglês atingem o limite de 140 caracteres, enquanto apenas 0,4% dos tweets em japonês atingem o mesmo limite.

“Nossa pesquisa mostra que o limite de caracteres é uma grande frustação para pessoas tweetando em inglês, mas não para aquelas que tweetam em japonês”, explica Rosen. “Twitter é sobre brevidade. É o que torna ele uma maneira tão boa de saber o que está acontecendo. Isso é algo que nunca iremos mudar”.

Um mesmo tweet em três línguas diferentes, com 140 caracteres em inglês, 154 em espanhol e apenas 67 em japonês. (Imagem: Twitter)

Rosen afirma ainda que a empresa entende que usuários podem não gostar da mudança. “Pode haver alguma conexão emocional com os 140 caracteres”, diz, “nós também sentimos”. Mas ela explica que a companhia percebeu o poder dessa mudança e “me apaixonei por esse novo, ainda breve, limite”.

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