É a terceira vez em uma semana que a United Airlines passa por problemas com o transporte de animais – o primeiro com a morte de um cão que foi obrigado pelos comissários a ser transportado no compartimento superior da cabine e o segundo com envio acidental de um cão para o Japão.

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O terceiro, de acordo com o Washington Post, aconteceu durante um voo da United saindo de Newark, New Jersey, para St. Louis, em Missouri, na quinta-feira. A aeronave mudou de rota devido a presença de um cão que deveria estar em um voo diferente, com destino a Akron, no estado de Ohio. A CNN reporta que pelo menos 33 passageiros estavam no voo, e todos receberam uma compensação não divulgada pelo transtorno.

A United disse ao Post em um comunicado que “escolheu a opção mais rápida para reunir o cão com a sua família”. O jornal disse ainda que o voo demorou duas horas a mais do que o programado para chegar ao destino original:

Ian Petchenik, um porta-voz da companhia de dados de voos Flightradar24, disse ao The Post que os voos duram cerca de duas horas. Essa foi uma jornada de quatro horas, com cerca de 1h30 gastas no chão, em Akron, depois da roda mudar nas proximidades de Columbus, disse.

Apesar da United já ter muitos problemas com cães no seu setor de comunicação, essa semana pode ter terminado custando também para os demais setores. O Departamento de Transporte e a procuradoria do Texas estão investigando a morte do primeiro cão, e é possível que o caso termine com multas e processos por crueldade animal. O senador republicano John Kennedy também exigiu uma explicação da United quanto a alta taxa de mortes de animais em trânsito durante os voos da companhia – responsável por 18 das 24 mortes de animais em grandes empresas aéreas americanas só em 2017 – e disse que irá propor uma legislação que pode punir futuros maus-tratos de animais com multas mais duras.

Imagem de topo: AP

[Washington Post/CNN]