Ao longo de 5 meses, Richard Wolf passou aproximadamente 100 horas de “trabalho” usando seu computador do trabalho para uso pessoal, o que incluía olhar – e carregar – fotos nuas, nenhuma delas sendo de pessoas de fato em ato sexual. Seus superiores disseram que, durante este período, o desempenho no trabalho do Wolf nunca sofreu e ele sempre conseguiu completar todas as suas tarefas a tempo. No entanto, após descobrirem que Wolf acessava conteúdo inapropriado no trabalho, ele foi investigado pela polícia e mais tarde julgado por hackear seu computador do trabalho.

O lei atual de hacking do estado de Ohio diz que “ninguém, de maneira nenhuma, inclusive – mas não limitado a – invadindo computador, pode conscientemente obter acesso … a qualquer computador … sem o consentimento – ou além do escopo do consentimento implícito ou expresso – do proprietário do computador … ou de qualquer outra pessoa autorizada a dar consentimento”. Apesar de ele ter recebido consentimento para usar o computador, a corte acredita que as atividades pessoais de Wolf eram “além do escopo do consentimento implícito ou expresso”, podendo assim acusá-lo de hacking.

O advogado de Wolf apontou que a principal razão pela qual a situação dele foi lidada com tanto rigor foi pelo conteúdo do que ele via no computador. Se Wolf estivesse assistindo a vídeos de gatos andando sobre Roombas, por exemplo, ele não estaria nesta difícil situação de agora. No entanto, em função do conteúdo sexual, a corte está lidando com o caso mais ou menos como se tivesse sido uma infração de cunho sexual. Por enquanto, Wolf foi sentenciado a 15 meses de prisão e multado em 5 mil dólares, entre outras restituições. [Wired]